Nasser Al-Attiyah é um desportista por natureza e, como é sabido, divide a sua atividade desportiva entre os ralis e a modalidade do tiro onde nos últimos Jogos Olímpicos de Londres conquistou uma medalha de bronze. Numa altura em que se está a preparar a sua participação nos Jogos Olímpicos de Brasil (2016), o piloto do Qatar explicou como faz a divisão do tempo: “é simples! Não treino ralis porque não tenho tempo mas o tiro treino todos os dias no Qatar, o que é essencial para se estar bem preparado e obter bons resultados. Toda a gente sonha em chegar aos Jogos Olímpicos o que, por si só, quando se consegue, já é uma vitória.
E ir aos dois próximos Jogos Olímpicos é o meu objetivo para marcar presença em cinco ‘Jogos’”. Mas será que afinal ralis e tiro têm pontos e comuns ou é impossível encontrar semelhanças? Al-Attiyah confirma que “aparentemente os dois desportos não têm nada a ver mas, na prática, tem algumas particularidades comuns. O tiro dá-me uma capacidade de concentração superior para os ralis. Nos ralis a adrenalina é maior e é uma disciplina de explosão, enquanto o tiro a concentração é o mais importante. Enquanto nos ralis lutamos cada segundo, no tiro há apenas um momento em que tudo se decide. Mas o efeito prático é o mesmo: nos ralis se falharmos uma curva por falta de concentração saimos de estrada ou perdemos a trajetória, enquanto que no tiro se não tivermos 100 por cento concentrados no alvo falhamos a pontuação. No fundo, há sempre um alvo a atingir, no caso dos ralis esse alvo é a curva!”.








