O AutoSport publicou esta semana um extenso trabalho relativo a ‘estórias’ dos 40 anos do WRC, e tendo em conta que não cabem todas no jornal, aqui fica mais uma.
O desporto automóvel em Itália está sempre na mira dos políticos. Sempre foi assim e, sem dúvida, que sempre assim será. Há algum tempo que o Rali de Itália está na corda bamba, e fala-se já da sua possível saída a curto prazo. A posição do presidente da federação italiana esteve no centro da crise. O ano de 2012 foi um ano de eleições políticas e foi imprudente um candidato presidencial oferecer-se para pagar com o dinheiro federativo o apoio necessário para que a prova continuasse na Sardenha.
Ao mesmo tempo, outra organização, sem a mesma experiência, ‘puxava’ o rali para o lado da Sicília, mesmo sem apoios. Quando Ângelo Sticchi Damiani foi eleito presidente, analisou toda a situação e ordenou que a Sardenha ficaria com o rali, em vez da Sicília, mas tudo foi decidido em cima da hora e que faz perigar o sucesso da prova que não teve o mesmo nível de anos anteriores.
Mas os políticos não são uma novidade no desporto automóvel em Itália. Em 1986, estava cá fora, no Royal Hotel, em Sanremo, para falar com Jean Todt quando um mensageiro me avisou que ele estava nas verificações com os seus carros da equipa Peugeot. Foi o início do escândalo das saias laterais, onde os organizadores mandaram parar os Peugeot e, mais tarde, a FIA decidiu que não atribuiria pontos nesse evento, fazendo com que Alen perdesse o título para Kankkunen, após 11 dias. Naquele tempo, a Sardenha também tinha estado a jogar cartas políticas para tirar do WRC o Sanremo e, em seu lugar colocar o Rali Costa Esmeralda. Agora a tensão subiu um degrau, se a Sardenha ainda é recentemente nova no WRC, foi Sanremo quem ajudou a Itália a elevar o seu estatuto no WRC desde 2003.











