Foi uma mudança absolutamente drástica ao nível das prestações. As coisas foram evoluindo, e nos anos seguintes os adeptos puderam ver evoluir os Lancia Delta Integrale, por exemplo, mais tarde o Ford Escort Cosworth, Subaru Impreza ou o Toyota Celica 4WD, até que em 1997, vieram os WRC. Portanto foi sempre a “subir” de prestações. Agora, com o final dos WRC, como será? Fomos saber a opinião de três grandes especialistas no meio, Miguel Valentim, da Citroen, Carlos Barros, da Peugeot e Nuno Lopes, da Fiat:
“Penso que serão menos performantes essencialmente por duas razões. Em primeiro, porque terão bem menos ajudas electrónicas e, em segundo, porque a sua base de desenvolvimento passará a ser um carro de Produção ao invés de um Grupo A. Dois handicaps que forçosamente limitarão estes carros em termos de performance, pelo menos, no imediato. Por último, penso que os privados sofrerão por ter uma viatura mais cara que os actuais S2000.”
Miguel Valentim, Citroen
“Sem dúvida que será um novo e aliciante desafio para técnicos e engenheiros, mas estou convicto que o público não sairá decepcionado, pois teremos carros a andar tão depressa mesmo com uma tecnologia menos sofisticada que os actuais WRC. Aliás, a redução das ajudas electrónicas permitirá os pilotos sobressaírem ainda mais, um pouco como está a acontecer na F1. Reduzindo custos e cativando ainda mais marcas, julgo que estão criadas as condições para termos campeonatos bem disputados, quer a nível local, quer a nível mundial. Espero apenas que a FIA avance para esta transição com regras bem definidas e regulamentos estáveis.”
Carlos Barros, Peugeot
“É o caminho a seguir. Apesar do público poder achar que se tratará de um retrocesso, na medida em que o espectáculo poderá ser menor, a verdade é que a história e prática dizem o contrário. Do ponto de vista tecnológico, as marcas rapidamente limitam essas diferenças e colocam os seus carros num patamar muito parecido, mantendo ou até mesmo melhorando a competividade e o espectáculo, e com o bónus de todos os construtores partirem de uma base mais acessível e harmoniosa. As vantagens são, portanto, óbvias.”
Nuno Lopes, Fiat









