Marco Cid fez a estreia absoluta no Campeonato da Europa FIA de Ralis Junior com um sétimo lugar no Circuito da Irlanda, prova realizada no último fim de semana. Um evento a bom nível coroada com os primeiros pontos na competição. O atual campeão de CNR2, navegado por Nuno Rodrigues da Silva, ainda apanhou um susto, ao sofrer um despiste no Monday Test.
Para o piloto, que teve em mãos um Peugeot 208 R2, “o 7º lugar correspondeu às expectativas porque este será um ano para conhecer os ralis e ganhar este ritmo elevadíssimo. Obviamente que não quero andar a ‘passear’, mas também não vou andar sempre a correr riscos porque tenho de pensar no nosso orçamento. Isso tem a sua influência. Mas o balanço é sempre positivo pois tudo o que tenho vindo a aprender é espetacular. Na prova em si tive muitas dificuldades em entender os troços e os topos/saltos sujos ou lamacentos e as poças de água na estrada. Fui melhorando ao longo da prova, mas com o acidente no Monday Test a confiança no início não era a mesma. Neste rali é importante ter um bom set-up para se sentir confiança. Tive também situações engraçadas como num troço em que o carro à minha frente fez um pião pois a estrada estava bloqueada. ‘Supostamente’ o troço era por ali e ficámos os dois a olhar um para o outro, a tentar perceber para onde íamos. Foi um momento engraçado”, referiu o leiriense.
“A prova na Irlanda tem uma atmosfera fantástica. Há uma amizade e companheirismo entre os concorrentes, independentemente das nacionalidades, todos se ajudam apesar de serem ou não rivais dentro do troço. Eu era um estreante mas fui logo inserido no meio”, disse Marco Cid. “A nível de organização a prova é muito boa, não há coisas perfeitas mas eles estão perto. Fiquei surpreendido, por exemplo, por haverem buffets preparados nas partidas e chegadas em alguns controles horários. É um mimo que faz toda a diferença”, acrescentou. A segunda prova do ERC Junior será o SATA Rali dos Açores (2 a 4 de junho).












