Com Sébastien Loeb a disputar somente quatro ou cinco eventos, é lógico que a Citroen precisa dum bom piloto de asfalto, já que Mikko Hirvonen tem capacidade mais do que suficiente para lutar pelas vitórias nas provas de terra. Desta forma, o piloto espanhol será um forte candidato às vitórias nas provas de asfalto, e tendo em conta que não anda nada mal em pisos de terra, terá oportunidade de mostrar o que não pôde enquanto foi companheiro de equipa de Loeb.
Jari-Matti Latvala vai quase de certeza mudar-se para a Volkswagen, e se Petter Solberg também chegou a ser falado para a Citroen, a opção por Sordo parece bem mais evidente, já que dessa forma a equipa francesa terá dois pilotos distintos em termos do que são as suas melhores virtudes. Sordo é muito bom em pisos de asfalto e Hirvonen em terra.
Thierry Neuville tem mostrado estar a crescer e, poucos duvidam, dentro de um ano estará na equipa oficial da Citroen. As Ford deverá manter Petter Solberg, mas Malcolm Wilson terá maiores dificuldades em colmatar a saída de Latvala, caso esta se concretize, pois acredita-se que o finlandês mantém a sua decisão em suspenso. E porquê? Simples, pois a Ford pode optar por abrir os cordões à bolsa e cobrir a oferta da VW. Neste caso, o finlandês pode manter-se na equipa de Malcolm Wilson porque sabe ter carro para ser campeão, o que na VW é uma perfeita incógnita, primeiro pelo facto da equipa se estrear com o Polo R WRC e em segundo lugar porque se o carro for mesmo bom, ao seu lado estará Sébastien Ogier, outro lógico candidato, que já está na equipa há um ano.
Ao contrário do que é habitual a ‘silly season’ do WRC tem tudo para ser animada este ano, pois também Mads Ostberg e Evgeny Novikov têm argumentos para rumar a uma equipa oficial. Mads Ostberg tem bons apoios, que a Prodrive precisa desesperadamente, o mesmo sucedendo com o russo, sendo que no caso do norueguês a sua valia como piloto pode permitir-lhe ascender à equipa oficial da Ford, já que Wilson continua desiludido com Ott Tanak, que muito prometeu e este ano não conseguiu ainda estabilizar a sua condução a um nível alto. Tanto faz maravilhas, como de repente estraga tudo com uma saída de estrada.
No fim disto tudo há ainda a Hyundai, que no próximo ano, certamente, vai entrar no mercado para recrutar pilotos, acreditando-se que inicialmente irá pescar um pouco mais atrás dos homens do top 6. Por tudo isto, a “época de transferências” do WRC tem tudo para ser animada, e como sucedeu na F1, basta uma peça mudar no tabuleiro, para que de seguida várias outras façam o mesmo…










