Pedro Franco e Victor Sousa são uma dupla que começou a fazer ralis regionais em 2009. Sempre fiéis à Ford, participam agora no Campeonato Sul de Ralis com um Ford Escort MK1 1600, e têm um MK2 em preparação. De vez em quando correm em Espanha, em provas como o SoloEscort e ainda outros ralis em Portugal, pelo que Têm uma boa visão do que são os ralis ibéricos, vistos de um prisma da base da pirâmide dos ralis em Portugal: “Fazer ralis, aí está o nosso objetivo. E mais ralis poderemos fazer se os custos forem controlados a começar pelo valor das inscrições.
E que bom é participar num rali com 60, 70 inscritos, termos 3 dígitos no vidro lateral. Mesmo que fiquemos em último, porque para nós o que interessa é chegar ao fim e com a ‘lata’ não amolgada. Pois é com o nosso jovem clássico (fez 50 anos em janeiro deste ano) a mais não poderemos aspirar. Mas estamos contentes assim e a andar de lado embora alguns digam que assim não se vai rápido. E nem gosto de drift… mas adiante!
Os meus companheiros de competição já mencionaram os problemas que rodeiam o nosso regional: a necessidade de homologação do equipamento do carro, do nosso equipamento, os depósitos ATL para 2022 (isto vai dar uma machadada fatal em muitos orçamentos inclusive o nosso pois para o nosso Escort custa à volta de 3.000€ e dura 5 anos mais 2 de extensão).
Como se pode chamar mais jovens à competição e aspirar a que as equipas/carros que estão arrumados comecem ou retomem a competição?
Custos e incentivos. Reduzir custos e incentivar a participação. Parece estarem interligados, não é? Talvez oferecer inscrições, ou incentivar a participação em várias provas, reduzindo o custo final. Resumindo, quanto mais barato, melhor. Permitir a participação de equipamento com homologação caducada.
Para reduzir custos à organizações talvez fazer também as PE com percurso invertido também? Eu sei que só na Madeira é que esta questão é equacionada mas tentem, a ver se resulta, e agrada a todos ou à maior parte. E que tal os troços com a partida e chegada a ficar muito próximos e partilharem meios de socorro? Ligações curtas também ajudariam a reduzir custos de reconhecimentos e organização. E os reconhecimentos feitos só 2 vezes. Sim, sei que é difícil para os clubes organizar as provas com todos os custos envolvidos.
O orçamento das equipas das duas rodas motrizes é muito mais escasso do que os tração total portanto a diferenciação nos preços de inscrição acho que é/seria justa. Alguém me dirá que há duas rodas motrizes mais caros do que os quatro rodas motrizes mas esses são raros no nosso mundo ‘regional’.
O calendário a Sul para ano de pandemia está bem. Tomara que se façam todos e haja fundos para podermos participar porque acho que o automobilismo também pode ser para os não-ricos ao contrário do que muitas mentes iluminadas acham. Ponham os olhos na Finlândia, ou França por exemplo, em que vai tudo para a estrada desde o Volvo 242 ou Lada Samara, aos R5.
É melhor um rali com quinze R5 dos quais só metade são bem guiados, ou um rali com 70 carros mesmo que alguns sejam ‘chaços’ mas muito bem guiados? O que queremos é acelerar ! Até Serpa!”
Foto: Pedro Branco









