Craig Breen já aterrou em Portugal e embora isso não signifique tudo, já significa mais alguma coisa.
A verdade é que nos últimos dias a comunidade do CPR ficou em polvorosa com a ‘bomba do defeso’.
A possibilidade de Craig Breen correr no CPR com a Hyundai ganhou ainda mais força, algo vai suceder muito brevemente, mas nos bastidores as coisas andam ‘bravas’.
Como é lógico, os prováveis adversários sentiram-se da mesma forma que se sentiriam os adeptos de dois dos clubes grandes do nosso futebol, se o outro grande fosse buscar o Messi, Mbappe, o Haaland e o Salah…todos ao mesmo tempo. Ficavam apreensivos.
A vinda de Craig Breen para a Hyundai é excelente, terá uma forte atenção mediática de todos os quadrantes, o mesmo sucedendo com o CPR. Mesmo da imprensa que habitualmente pouco liga aos ralis. É bom porque vai chamar a atenção lá fora, não tenham a mais pequena dúvida disso.
Para a competitividade do CPR, pode ser menos bom, mas há um dado interessante: segundo sabemos, Craig Breen vai correr no Rali da Finlândia com a Hyundai Motorsport, é dos ralis em que o piloto irlandês melhor costuma estar, e nesse mesmo fim de semana realiza-se o Rali Vinho Madeira, pelo que fazendo menos uma prova, o seu favoritismo à conquista do título diminui numa boa percentagem.
Uma coisa é certa, se falarmos de andamento puro, esqueçam, não há hipóteses, mas uma coisa é certa: não é vencedor do campeonato antes do disputar.
E ter escrito vencedor do campeonato não foi por acaso.
Já depois de se ter ficado a saber, não oficialmente, que Craig Breen vem correr para o CPR, surgiu a dúvida se pode ser Campeão. Há quem ache que não, até já há a circular informação que, segundo alguns, deve fazer jurisprudência, mas isso há-de ser esclarecido, por quem de direito, e nem é o que mais importa agora. Para já o importante não é se o copo está meio cheio ou meio vazio.
Eu penso que os nossos melhores pilotos nada têm a perder com a vinda de Craig Breen para o CPR.
Muito menos o CPR. Acho que o CPR tem tudo a ganhar. quanto aos restantes pilotos, se perderem, era o mais provável de acontecer, não vem daí grande mal ao mundo. Parafraseando o que disse há algum tempo um Senhor, chamado Rúben Amorim: “E se corre bem?” E se ganharem?












