CPR, Rali Terras d’Aboboreira: Kris Meeke venceu: em 2015 foi “para ti, Colin” agora foi para Craig Breen

Por a 29 Abril 2023 19:56

Foi uma vitória emocional de Kris Meeke/Ola Fløene (Hyundai I20 N Rally2). Quando falámos com o piloto, a emoção veio ao cimo, e depois de ter dedicado a Colin McRae o seu primeiro triunfo no Rali da Argentina de 2015, agora ‘este’ foi para Craig Breen…

Chegar, ver e vencer! Apesar de estarem há algum tempo parados, Kris Meeke/Ola Fløene (Hyundai I20 N Rally2) venceram o Rali Terras d’Aboboreira e mostraram, regra geral, um andamento só possível a grandes pilotos do WRC. Não era novidade para ninguém a rapidez de Meeke, e na sua primeira prova para o CPR em Portugal venceu e convenceu, pegando no trabalho que o seu compatriota do sul, infeliz e tragicamente, deixou por fazer. Um rali emocional para o irlandês do norte, e um trabalho que cumpriu com grande profissionalismo a confirmar (mais) uma boa escolha da Hyundai.

Bela luta pelo segundo lugar com Marco Bulacia/Diego Vallejo (Skoda Fabia Rally2 evo) a terminarem no segundo lugar depois de terem que “dar ao pedal” no último troço para onde entraram apenas com 2.8s de avanço para Alejandro Cachón/A. Lopez (Citroën C3 Rally2). A dupla espanhola, com o jovem piloto vencedor da Peugeot Rally Cup Ibérica em 2020, a fazer uma boa prova e a mostrar-se como um dos bons valores emergentes dos ralis em Espanha. já está no WRC2, logicamente tem ainda muito caminho pela frente, mas está a fazer o seu caminho.

Quarto lugar para Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia Rally2 evo), o segundo melhor do CPR, e realisticamente o melhor a que pode chegar face a um piloto como Kris Meeke, tal como já sucedia contra Breen. Em termos de velocidade, ritmo, não é novidade para ninguém que em Portugal se está muito longe de pilotos do WRC: “estamos muito contentes, foi uma boa prova depois do nosso terrível acidente. Chegar aqui e fazer este resultado, não cometer erros, estou muito contente, acho que fizemos um bom regresso”, disse.

Ricardo Teodósio/José Teixeira (Hyundai I20 N Rally2) foram quintos da geral, depois de uma prova que andaram na luta com Miguel Correia, que baqueou no fim da manhã ao perder muito tempo na Aboboreira. Depois não conseguiram suster o ataque de Armindo Araújo que começou a tarde a 3.6s de Teodósio, mas passaram-no em Amarante depois de um troço muito abaixo da média para o algarvio que preferiu assegurar um bom resultado e com isso a liderança do campeonato, tendo agora mais três pontos que Miguel Correia com Kris Meeke a somar 28 pontos e Armindo Araújo 22, os seus primeiros do ano.

Não correu bem o rali a Miguel Correia/Jorge Carvalho (Skoda Fabia Rally2 evo), já que depois de dois grandes resultados nesta prova, entre eles o primeiro triunfo do piloto, esperavam mais, mas depois de terem andado numa luta bem equilibrada, cederam no fim da manhã e nunca mais recuperaram o ímpeto. Ainda assim, um quarto lugar a juntar a dois segundos, permite estar muito perto do topo da competição e com (ainda) um grande avanço para a concorrência, mais de trinta pontos: “não é o resultado que esperava mas foi um rali bem disputado, e o balanço é positivo”, disse.

Como tem sido regra, na terra José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroën C3 Rally2) não anda o mesmo que via andar no asfalto e nesta prova isso ficou mais uma vez perfeitamente claro. Ainda assim, depois de dois quartos lugares, agora um quinto (sétimo da geral) foi o possível.

Pedro Almeida/Mário Castro (Skoda Fabia Rally2 evo) foi sexto do CPR. Dificilmente poderia ficar muito mais acima, mas talvez fosse possível ficar bem mais perto do topo 5 como já fez muitas vezes no passado. Claro que o facto do carro ter começado a falhar, justifica a distância a que ficou da frente.

Enquanto não teve furos consecutivos, Bernardo Sousa/José Janela (Citroën C3 Rally2) andou no top 5 à frente de Fontes e Pedro Almeida, mas a verdade é que não tem, pelo menos ainda, ‘pedalada’ para Araújo, Correia e Teodósio. Aqui e ali, mostra-o, mas tem-lhe faltado alguma consistência, e tem tido também alguns azares. Era bom que se juntasse às lutas mais à frente, era excelente para o campeonato.

Pedro Meireles/Pedro Alves (Hyundai I20 N Rally2) desistiu com problemas no alternador quando era sétimo e andava numa boa luta direta por posições com Pedro Almeida e o seu irmão, Paulo Meireles/Marcos Gonçalves (Hyundai i20 N Rally2) que desistiu logo a seguir com uma saída de estrada. Acontece quando se anda nas lutas.

Paulo Neto/Nuno M.Ribeiro (Skoda Fabia Rally2 evo) ficou ontem pelo caminho devido a um capotanço,

Lucas Simões/Nuno Almeida (Ford Fiesta R5 Mk II) foram oitavos, tiveram com alguns fogachos de bom andamento aqui e ali.

Ricardo Filipe/Filipe Carvalho (Ford Fiesta R5) foram nonos e a fechar o top 10 ficaram Paulo Caldeira/Ana Gonçalves (Citroën C3 Rally2). Dos 2RM e restantes competições falaremos noutro lado.

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