As voltas de lançamento da corrida pareciam ser feitas sobre gelo, tal a falta de aderência dos carros e Eduardo Freitas foi obrigado a dar mais uma volta para que os pilotos pudessem tentar colocar as temperaturas a um nível decente. Na corrida foi pior ainda e o resultado está à vista. O acidente do Ferrari #50 que perdeu o controlo do carro, mesmo com uma saída cautelosa, é apenas um dos vários sinais claros que algo tem de mudar. A ideia de não usar mantas de aquecimento pode até ser interessante, mas não faz sentido aplicada assim. Com temperaturas mais frias, o tempo que se demora a colocar as borrachas ao nível ideal é demasiado grande e até lá, os pilotos correm riscos desnecessários. Se a questão é ambiental, há formas de promover o aquecimento de forma mais amiga do ambiente. Mas em Spa, vimos que esta ideia pode ser perigosa e, na noite de Le Mans, pode ser ainda mais perigosa. É preciso repensar. É preciso talvez dar um passo atrás. Pois a energia que se poupou ao não aquecer os pneus, vai se gastar a fazer mais peças para os carros acidentados. E enquanto falarmos só de peças partidas, não é mau. Há outras formas de promover corridas mais amigas do ambiente. Esta não é uma delas.
The Ferrari Hypercar #50 is out of the race after Antonio Fuoco hits the wall after exiting the pits.#WEC #6HSpa pic.twitter.com/DLHlGSvhqT
— FIA World Endurance Championship (@FIAWEC) April 29, 2023











