CPR, Rali da Água Transibérico Eurocidades Chaves-Verin: as classificativas analisadas à lupa
Luís Delgado, piloto flaviense e vencedor da edição 2018 do então Rali Alto Tâmega, conhece bem as classificativas deste Rali da Água Transibérico Eurocidades Chaves-Verin. Na sua análise ao traçado da prova organizada pelo CAMI Motorsport, elege os troços Termas de Chaves e Alto Tâmega como os mais seletivos, destacando ainda algumas particularidades das duas “especiais” que serão disputadas em estradas espanholas.
Vejamos a análise das seis provas especiais de classificação:
PEC 1 – Termas de Chaves (16,14 km) – Direi que esta classificativa é uma espécie de “campeonato do mundo”, pois reúne um pouco de tudo ao longo do seu traçado, desde zonas estreitas de bom piso a de piso irregular, alternando com uma a descer, de estrada larga e bom piso, sem esquecer uma outra em paralelepípedo. E há ainda um setor muito lento e outro rapidíssimo. É um troço muito exigente que vai marcar diferenças e pode permitir a um piloto sacar logo, a abrir o rali, uma vantagem de uma dezena de segundos. O autor do melhor tempo será, quanto a mim, o grande favorito à vitória.
PEC 2 – Alto Tâmega (12,89 km) – É a classificativa mais rápida do rali! Tem bom piso e todo ele rápido, com curvas ligeiras. Vai ser muito seletivo.
PEC 3 e 10 – Cidade de Chaves (1,83 km) – A super-especial, embora com algumas semelhanças nas suas caraterísticas, será algo diferente da versão dos anos anteriores. É um troço em que não se ganha nada, mas no qual se pode perder tudo.
PEC 4 e 7 – Eurocidades (10,34 km) – Tem início em Portugal e acaba em território espanhol, marcando logo contrastes. Embora seja muito irregular, o piso tem bastante aderência num troço de velocidade média. Será, acima de tudo, diferente face aquilo a que os pilotos estão habituados…
PEC 5 e 8 – Cidade de Verin (11,48 km) – Integralmente em território espanhol, é uma classificativa praticamente toda em estrada estreita e piso irregular, embora com muita aderência. A meio apresenta uma zona muito rápida, para terminar com uma pequena parte final muito sinuosa e a subir.
PEC 6 e 9 – Rota Termal (16,74 km) – De novo em estradas portuguesas, esta será a Power Stage. Tem seis quilómetros em estrada estreita a descer bastante, para depois passar a uma zona mais larga e rápida, com muitos topos [zonas cegas]. O piso é bom. Tratando-se da Power Stage e como os pilotos vêm de duas classificativas espanholas de caraterísticas completamente diferentes, acredito que os candidatos ao título vão querer mudar o ‘set up’ dos seus carros antes de arrancarem para a última e decisiva classificativa do rali.
Fonte: CampeonatoPortugaldeRalis.pt
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