Paulo Neto e Nuno Mota Ribeiro sofreram uma saída de estrada no início da segunda etapa do Rali da Madeira 2025, quando estavam a realizar uma boa prestação, liderando entre os Masters e com tempos dentro do Top 10 do Campeonato de Portugal de Ralis. O acidente ocorreu numa curva rápida, devido a um erro de trajetória, e apesar do aparato, ambos saíram praticamente ilesos, embora o Skoda tenha sofrido danos.
Paulo Neto destacou o ambiente único do rali madeirense e elogiou a prontidão das equipas de emergência, em especial a da Calheta. Lamentou não terminar a prova, mas reconheceu os riscos inerentes à modalidade.
“O Rali da Madeira não nos deixa de surpreender ano após ano com a sua enorme vitalidade. Trata-se de um rali com um ambiente que não se vê em mais prova nenhuma do Campeonato de Portugal de Ralis, na qual somos sempre muito acarinhados e bem recebidos. Só nesta prova dou quase tantas entrevistas que em quase todas as restantes provas do CPR, o que diz bem da forma como esta prova tem impacto na comunidade madeirense”.
“Trata-se de um rali bonito, rápido e desafiante, mas que este ano foi mesmo madrasto para as nossas cores”, conta Paulo Neto, explicando de seguida o que se passou: “até à 8ª especial de classificação estava a fazer tempos dentro do Top 10 do CPR e liderávamos entre os Masters (mesmo não pontuando esta prova para o CPMR), porém, na especial seguinte, na abordagem a uma curva rápida falhamos completamente a trajetória e saímos de estrada com algum aparato. Foi um susto enorme, mas felizmente para mim e para o Nuno não passou disso mesmo, pois não sofremos quase nenhuma mazela física, apesar do Skoda ter ficado um pouco mal tratado”.
“Destaque para o enorme nível de segurança dos atuais carros de rali, mas também para as equipas de emergência que foram céleres e muito profissionais, especialmente a equipa de resgate da Calheta, que nos retirou daquela situação delicada em que nos encontrávamos”.
Mesmo não tendo terminado a prova, Paulo Neto refere que: “não era este o desfecho que queríamos, mas sabemos os riscos que corremos nos ralis. Porém, quero agradecer a toda a equipa ARC, aos nossos parceiros e às muitas pessoas na Madeira e no Continente que nos ligaram e enviaram mensagens preocupando-se connosco. Felizmente estamos bem e agora queremos regressar de novo”.









