Armindo Araújo começou o dia com cautelas e foi apenas 14º no primeiro troço, mas a pouco mais de 10 segundos do mais rápido. No entanto, na segunda especial, numa passagem de água, o motor calou-se e o piloto português perdeu muito tempo até voltar a colocar o carro a trabalhar.
Ainda que tenha caído muitas posições, esse acabou por ser um problema menor, uma vez que quando saiu desta classificativa foi surpreendido por uma placa de gelo, numa altura em que rodava muito devagar. Saiu de estrada e acabou por abandonar, pois embora o carro não tivesse problema nenhum, estava um metro abaixo do nível da estrada e numa zona de muita lama, pelo que foi impossível voltar a colocá-lo em condições de prosseguir.
Num rali em que sabia que não teria vida fácil, até pelos pilotos locais que roubam pontos, Armindo Araújo viu a possibilidade de subir na tabela do campeonato terminar de forma ingrata.
“Viemos com algumas cautelas no primeiro troço, pois as condições estavam muito difíceis ao nível da aderência. Na segunda especial vinha a fazer um bom tempo, até que numa passagem de água o carro se calou. Tivemos de sair e trocar o filtro. Perdemos cerca de quatro minutos e caímos na classificação”, começou por recordar Araújo.
“Só que infelizmente na ligação acabei por ser surpreendido por uma das muitas armadilhas deste rali. Numa zona de gelo e lama acabei por sair de estrada quase parado. O carro não teve nada, mas ficou um metro abaixo do nível da estrada, muito perto do local onde o Sebastien Loeb capotou nos reconhecimentos, numa zona de muita lama e de onde não foi possível retirá-lo em tempo útil”, explicou o piloto português.
Definitivamente esta foi uma temporada em que a sorte nada quis com o piloto do Mitsubishi Lancer Evo IX. “De facto, acho que nada falta acontecer este ano. Foi uma temporada em que a sorte nada quis connosco, mas acredito que na próxima época as coisas vão correr bem. Tenho de agradecer o apoio que sempre me foi dado pelos meus patrocinadores, bem como pela comunicação social”, referiu.
“Amanhã vamos arrancar e procurar fazer o melhor possível e, sobretudo, ganhar ainda mais experiência nestas condições, que pode ser muito útil no futuro. O rali está muito difícil, com muitos pilotos atascados ou fora de estrada, fruto da lama e das placas de gelo, pelo que tentaremos não voltar a ter problemas, para retirar ensinamentos importantes”, concluiu Armindo Araújo.
Bernardo Sousa ficou, assim, a ser o único piloto nacional com hipóteses de pontuar na Grã-Bretanha.











