António Sequeira, Presidente da Escuderia Castelo Branco, foi um dos convidados do debate da Eleven Sports, tendo mostrado as suas reservas e abertura para que o ‘seu’ Rali de Castelo Branco se desenrole conforme previsto, mas com todas as garantias de segurança para organizadores, equipas, pilotos e público, deixando claro a importância de realizar a prova, tendo em conta o que ela significa para o turismo na região: “se fosse preciso, conseguíamos criar uma estrutura para realizar um rali daqui a 15 dias” disse antes de detalhar as suas preocupações: “Há muitas situações que me preocupam. Será que vamos ter hotéis para as equipas e todas as pessoas que virão a Castelo Branco?” começou por dizer, referindo-se depois é a questão da presença do público e do provável impedimento de haver super especiais: “90% dos patrocínios existem porque existe uma super especial, dinheiro que a Escuderia Castelo Branco não vai poder aproveitar. Esses troços permitem que se junte muita gente o que dá muita visibilidade para as marcas”, disse.
Quanto à possibilidade dos ralis permitirem, até ‘nova ordem’ que o público se possa espalhar ao longo dos troços, António Sequeira tem dúvidas: “No que toca às Zonas Espetáculo, para mim é um problema enorme, pois acho que não é bom não haver zonas demarcadas para ter público, pois esses locais escolhidos, são-no porque são seguros. Doutra forma, corremos o risco do público se colocar onde entender. Não é possível ter polícia metro a metro”, disse, revelando ainda que terão se se encontrar soluções, lembrando que os ralis são um pólo dinamizador do turismo na região: “é uma das vantagens deste desporto, o Rali de Castelo Branco é um dos pontos altos do turismo em Castelo Branco, e não só em Castelo Branco, foi por toda a Beira Interior um dos pontos altos é o Rali de Castelo Branco. Não há uma cama vaga da Covilhã quase a Pombal, não há restaurantes com mesas vagas e portanto teremos de perceber se há condições para virem a Castelo Branco”.
Por fim, António Sequeira destaca que “estamos aqui para perceber qual poderá ser a solução, não perder nem mais um segundo, nunca será possível todos ficarem satisfeitos, mas chegou a altura de tomar decisões e ter coragem das por no terreno”.










