André Cabeças e Miguel Castro terminaram o Rali de Albufeira 2026 no terceiro lugar da classificação geral, a 3m17,6s, na estreia competitiva do Porsche 991.1 GT3.

Numa primeira reação à prova, o piloto sublinha o resultado e o facto de o carro ter estado à altura de um rali estreito e sujo: “A estreia no Rali de Albufeira 2026 foi notável. Concluímos no pódio da classificação geral em terceiro lugar, com um carro que é um autêntico míssil e que possui um som incomparável.
Fiquei muito surpreendido com a capacidade do carro em curvar rapidamente, especialmente num rali estreito e com piso sujo; a diversão foi inigualável.
Esta participação representou a concretização do meu sonho mais antigo nos ralis: pilotar um bom carro de tração traseira, ainda para mais um Porsche” começou por dizer André Cabeças, que explicou um pouco melhor o carro: “O meu exemplar, em concreto, provém de uma unidade belga que foi concebida para ralis a partir de um carro de série, não sendo uma evolução dos coupé de pista. Possui um motor de 3.800 cc, que oferece muita potência e uma grande disponibilidade de binário até às impressionantes 9.000 rpm.
O som do carro é simplesmente fantástico, não só para quem o observa de fora, mas também para quem o conduz (ainda hoje sinto as vibrações nos ouvidos).
Para mim o Porsche representa uma escolha racional, pois é significativamente mais económico de manter e possui uma imagem muito mais forte junto do público do que o C3 Rally2. O ponto negativo reside na falta de versatilidade em relação ao tipo de troços que disputamos.
Embora o Porsche tenha um motor superior, perde em motricidade”, disse o piloto que cedo se sentiu ligado ao carro: “Na primeira vez que o conduzi, senti de imediato uma boa sintonia com o carro, sentindo-me muito confortável ao pilotá-lo.
Contudo, faltava dominar a vertente competitiva e aprender a lidar com o carro em diferentes cenários, como numa super especial, a curvar em sexta velocidade ou a sair de ganchos (perceber o ângulo de deriva necessário).
Deparei-me com um carro extremamente bem afinado e relativamente fácil de conduzir. O rali, embora bastante desfavorável para o carro, era-me familiar, e foi precisamente por isso que o escolhi.
Foi uma agradável surpresa ver os tempos surgirem e sentir-me bastante à vontade com o carro, com o objetivo de melhorar passo a passo. Nesse sentido, foi um rali muito positivo. Em termos de diversão, nenhum carro que tenha pilotado se aproxima sequer do Porsche; foi um caso de amor à primeira vista”, concluiu André Cabeças.












