A natureza bastante variada do traçado proporciona um duro teste aos pneus deste ano na sua faixa mais ampla de utilização uma vez que são colocados perante uma ampla gama de características de curvas, cargas em curva e diferentes tipos de piso.
As quatro curvas para a esquerda e as nove para a direita levaram a marca nipónica a escolher os pneus traseiros assimétricos de forma a compensar a diferença que se irá produzir entre os ombros direito e esquerdo do pneu. O diferencial de temperatura nos ombros do pneu é mais importante nesta pista, uma vez que as curvas para a direita são, de uma forma geral, rápidas, enquanto as esquerdas são mais lentas, incluindo a chicane, que é a curva mais lenta do calendário.
O principal desafio do circuito advém do número de diferentes condições a que um pneu é sujeito durante uma volta de forma a oferecer um sentimento de confiança aos pilotos em toda a extensão de uma volta. O Estoril tem uma enorme e rápida recta com uma forte travagem para a primeira curva, uma diferença entre curvas para a esquerda e para a direita, uma chicane muito lenta e uma curva final de entrada na recta da meta na qual os pneus têm de suportar elevados ângulos de inclinação a alta velocidade, uma vez que os pilotos pretendem acelerar o mais cedo possível para maximizar a velocidade na recta da meta.
Como curiosidade, dos quatro pilotos que já venceram o GP de Portugal em MotoGP, nenhum deles competia com motos equipadas com pneus Bridgestone. Makoto Tamada alcançou a “pole” e terminou em segundo em 2004 e, mais recentemente, Casey Stoner qualificou-se em segundo e terminou em terceiro em 2007. Como tal, é uma certeza que o vencedor deste ano garanta à Bridgestone a sua primeira vitória no Estoril.











