A JCB estabeleceu um novo recorde mundial de velocidade em terra com o seu carro movido a hidrogénio, o JCB Hydromax, que atingiu uma velocidade média de 653,908 km/h nos Salt Flats de Bonneville, tornando-se o carro de combustão interna a hidrogénio mais rápido de sempre. O veículo foi conduzido por Andy Green OBE, com o recorde ainda sujeito a ratificação oficial pela Fédération Internationale de l’Automobile (FIA), o organismo global regulador do desporto motorizado.
O carro registou uma velocidade média de 644,8 km/h na sua primeira passagem, e de 663,3 km/h na segunda passagem, resultando numa média de 653.908 km/h . O veículo, com motor duplo e 9,75 m de comprimento, completou as duas passagens exigidas pelas regras da FIA — uma em cada direção, dentro de uma hora —, superando confortavelmente o anterior recorde oficial da FIA para combustão interna a hidrogénio, de 298,53 km/h, estabelecido pelo BMW H2R em 2004.
It’s official 🏁
— FIA (@fia) August 11, 2026
The JCB Hydromax, driven by Andy Green, has set a new hydrogen land speed record, subject to confirmation by the FIA Land Speed Records Comission, at the Bonneville Salt Flats, marking another milestone in the development of hydrogen-powered motor sport.… pic.twitter.com/swwE4NUM7x
Ao fazê-lo, o JCB Hydromax superou também o recorde mundial de velocidade em terra a diesel de 563,42 km/h, estabelecido pelo JCB Dieselmax — igualmente conduzido por Green, no mesmo local, em agosto de 2006. Vinte anos depois, a JCB superou o seu próprio marco, agora com um motor que não produz CO₂ no escape. A velocidade alcançada supera ainda a marca de 487,63 km/h estabelecida por veículos a células de combustível de hidrogénio, tornando o JCB Hydromax no veículo movido a hidrogénio mais rápido da história, de qualquer tipo.
O recorde — estabelecido na Categoria A, Grupo XIV, Classe 7 do FIA World Flying Record Start Land Speed Record — foi alcançado com dois motores movidos a hidrogénio, de base de produção da própria JCB, que juntos produzem 1.600 cv, fabricados na fábrica de motores da empresa em Foston, Derbyshire, no Reino Unido. Trata-se dos mesmos motores que atualmente equipam máquinas e equipamentos JCB que saem das linhas de produção no Reino Unido, no âmbito do programa de hidrogénio da empresa, avaliado em 100 milhões de libras.
JCB Hydromax is record-ready. Watch engineers prepare the hydrogen-powered car on the Bonneville Salt Flats. pic.twitter.com/0krFZNPvSf
— JCB (@JCBmachines) August 10, 2026
O presidente da JCB, Anthony Bamford, tem liderado o projeto de motores a hidrogénio da empresa e foi ele quem, no início do ano passado, teve a ideia de tentar o recorde mundial de velocidade em terra a hidrogénio. Lord Bamford afirmou: “Há vinte anos viemos a Bonneville com o JCB Dieselmax e mostrámos o que a engenharia britânica conseguia fazer com potência a diesel. Hoje voltámos a fazê-lo — esta vez com motores movidos a hidrogénio. Este recorde foi estabelecido por motores de produção, os mesmos motores que atualmente equipam as escavadoras da JCB. É esse o objetivo do JCB Hydromax: mostrar que o hidrogénio funciona, e que funciona hoje ao mais alto nível, com zero emissões.”
Andy Green comentou o feito, afirmando: “Bonneville é o berço espiritual do recorde mundial de velocidade em terra, e o JCB Hydromax acabou de se inscrever nessa história. O carro esteve fantástico — estável, forte e rápido. Estabelecer um recorde mundial de velocidade em terra com potência a hidrogénio, vinte anos depois do Dieselmax, é um enorme privilégio. Este recorde é uma grande conquista de uma equipa de classe mundial e de tecnologia extraordinária.”
O diretor de engenharia da JCB, Ryan Ballard, que lidera o projeto, acrescentou: “Este recorde pertence à equipa de engenharia que pegou num motor de escavadora a hidrogénio e o transformou no mais rápido do género no mundo. Isto tem sido um desafio incrível desde o início, em fevereiro do ano passado. Chegámos aqui totalmente preparados, e o carro correspondeu.”
What if the fastest diesel car met hydrogen? Enter: JCB Hydromax. pic.twitter.com/9pXS5XMeZ6
— JCB (@JCBmachines) July 31, 2026
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, destacou o significado do feito: “Este é um marco verdadeiramente histórico para o desporto motorizado, mostrando como a inovação, o desempenho, a velocidade e a sustentabilidade podem andar de mãos dadas. O desporto motorizado sempre foi um catalisador do progresso tecnológico, empurrando os limites do que é possível. Este novo recorde de velocidade em terra continua essa tradição, mostrando o potencial da combustão a hidrogénio para o futuro da mobilidade sustentável.” Ben Sulayem concluiu: “Há mais de 100 anos que a FIA desempenha, com orgulho, um papel central na oficialização de tentativas de recorde de velocidade em terra. Gostaria de agradecer ao nosso Clube Membro, o Automobile Competition Committee for the United States, pelo seu apoio durante esta tentativa de recorde, e felicitar Lord Bamford, Andy Green OBE, e todos os envolvidos nesta notável conquista.”










