Dani Pedrosa revelou no final do GP do Qatar que continua a correr limitado pelo Síndrome Compartimental no seu antebraço direito, um problema que já o levou a ser operado duas vezes, a última das quais após o GP de Espanha do ano passado. O Síndrome Compartimental, ou ‘Arm Pump’, é um problema comum em pilotos de motociclismo e provoca dores e perda de força no braço. Os médicos terão desaconselhado Pedrosa a fazer uma terceira intervenção cirúrgica – porque poderia piorar a situação – e o piloto espanhol de 29 anos admite falhar as próximas provas.
“Parece-me óbvio que não posso continuar a correr assim”, referiu em Losail. “Os médicos não sabem o que fazer e eu tentei não revelar esta situação publicamente mas é devido a ela que não consigo atingir o meu máximo. Fiz várias viagens durante o Inverno para obter a opinião de diferentes especialistas, tentei tratamentos menos agressivos mas nada resultou. Agora tenho que avaliar as opções e decidir o que fazer. É provavelmente o momento mais difícil da minha carreira”, afirmou Pedrosa, que foi sexto na primeira corrida do ano.
Livio Suppo, um dos responsáveis da Repsol Honda, já disse que a prioridade da equipa é ajudar Pedrosa e que, por exemplo, um eventual regresso de Casey Stoner é muito improvável. O australiano vai voltar à competição nas 8 Horas de Suzuka, em julho, mas já afirmou que não pensa num regresso ao MotoGP.
Caso Pedrosa tenha de falhar algum Grande Prémio, a Honda poderá optar por um dos seus pilotos de testes japoneses ou por pilotos de equipas satélite como Cal Crutchlow ou Scott Redding.










