As cores de Portugal na prova de Montalegre do World RX estarão representadas por Mário Barbosa, que espera poder mostrar todo o seu valor com o Citroen DS3 WRX preparado pela equipa de Liam Doran, depois de uma prova difícil em Barcelona, e pelo atual Campeão Nacional Joaquim Santos, com o robusto Ford Focus ST, que permitiu a vitória ao Gentleman Driver português na primeira prova do Campeonato Nacional disputada em Lousada. O inglês Oliver Bennett com um MINI Cooper S X1 e o francês Philippe Maloigne com um Renault Clio RS completam a lista de inscritos, sendo ambos estreantes em Montalegre.
Depois da época de estreia europeia em 2017 com o Ford Fiesta S1600, este ano Mário Barbosa subiu à classe rainha do Europeu de Ralicross com um novo Citroen DS3. A prova de Barcelona não correu bem, mas Mário Barbosa que fazer bem melhor em Portugal.
Autosport: Olá Mário, parabéns pelo novo projeto. Antes de começar a nova temporada, que balanço fazes de 2017?
Mário Barbosa: Olá, obrigado. A época de 2017 não nos correu de feição, por alguns problemas de juventude do novo carro, pois era tudo novo e nunca conseguimos testar em condições, devido a alguns problemas no motor, os quais se encontram totalmente resolvidos, após testes efetuados no final da época de 2017.
AS: Havia a possibilidade de repetir este ano o Europeu Super1600 com o Ford Fiesta?
MB: Havia a hipótese de continuar no Europeu Super1600, mas depois surgiu a oportunidade de voltar a correr no Citroen DS3 no Motorshow da Exponor no ano passado e o bichinho dos SuperCar voltou. A partir desse momento fizemos vários contatos para a aquisição de um SuperCar.
AS: Este projeto deve ter sido mais difícil de montar que o do Super1600, não?
MB: Sim muito mais, todos os valores são em dobro aos de um projeto para os S1600. O que torna um esforço bastante grande da nossa parte, pois os patrocinadores são escassos, ainda não olham para esta modalidade como deveriam olhar.
AS: Já tinhas conduzido um Citroen DS3 SuperCar no Campeonato Nacional em 2015. Que diferenças tem comparativamente este novo DS3?
MB: As maiores diferenças são ao nível do motor e da suspensão, este é um carro com todo o material de última geração, é mais potente e tem muito mais binário que o meu antigo Citroen DS3, esteticamente são bastante parecidos.
AS: O Liam Doran vai ter alguma colaboração com a equipa?
MB: O Doran irá ajudar nos ajustes do carro.
AS: És o único piloto português a competir internacionalmente no Ralicross. Que tal é a sensação de representares a nossa bandeira nos circuitos estrangeiros?
MB: É um orgulho e em todas as provas vamos lutar para honrar a nossa bandeira e mostrar que somos uns pais pequeno mas com grandes pilotos.
AS: Este campeonato tem um conjunto grande de pilotos habituados a correr de SuperCar, quer no Mundial, quer no Europeu. Quais são as tuas expetativas para este novo desafio?
MB: Irá ser um ano de estreias, pilotos rápidos e habituados a grandes feitos, mas vamos para lá mostrar que podemo-nos bater de igual para igual com eles como já o fizemos em 2016 ao volante do Citroen Saxo Kit-Car em Montalegre, quando conseguimos o segundo lugar com um carro com 19 anos, face a carros de última geração.
Duarte Mesquita











