A queda da folha é sinal de morte e o automobilismo nacional foi varrido esta semana por uma onda que nos levou Joaquim Moutinho, Jorge Cirne e, hoje, Domingos Piedade.
Domingos Piedade tentou, mas não conseguiu ganhar a corrida contra a doença. Ele que esteve sempre dentro da corridas e foi um dos portugueses com maior destaque no automobilismo mundial. Foi diretor de equipa, jornalista, diretor comercial, gestor, enfim, uma vida cheia que nos deu alguns dos momentos de maior orgulho para o desporto motorizado português.
Ganhou Le Mans com a Joest em 1984, a primeira vez que um português venceu a clássica francesa, e repetiria em 1985, ficando pelo “quase” no ano seguinte, sempre com a equipa do seu amigo Reinhold Joest e com o mítico Porsche 956. Geriu a carreira de vários pilotos, este próximo de Ayrton Senna, de Michael Schumacher, enfim, comentou na televisão portuguesa a Fórmula 1 e pontuava com saber e piada as transmissões das 24 Horas de Le Mans, apresentadas por João Carlos Costa (um dos membros deste casa).
Muitas histórias e a mágoa da doença não o ter deixado fazer o livro que queria pela pena do João Carlos Costa. O AUTOSPORT endereça à família e amigos as mais sentidas condolências.











