Uma viagem de automóvel pode ter um objetivo funcional – chegar ao destino em tempo útil e segurança, ou pode também ser um momento de fruição do prazer de condução e das belas paisagens no nosso país. Que refrescante prazer, guiar por essas estradas secundárias fora, rumo ao interior ou às praias, com um vento quente de verão e uma boa música a acompanhar.
Em qualquer dos casos, a viagem funcional ou a recreativa, convém não esquecer que neste período a estrada oferece inúmeros perigos. Este ano, muitos cidadãos automobilistas devem corresponder ao apelo do Presidente da República para fazer férias em Portugal e por isso será natural que o fluxo de trânsito aumente de intensidade, e logo, de perigos.
Não vamos aqui voltar à lenga-lenga da condução defensiva, mas propor um exercício de auto crítica e se quiser, uma provocação. Será que é assim tão bom condutor como julga? Cumpre as elementares regras de segurança e etiqueta na estrada? Sabe reagir numa travagem de emergência? E se derrapar, o que deve fazer? Coloca corretamente as mãos no volante e sabe guiar consultando os espelhos? O pisca, liga sempre ou só quando se lembra? É que o grande problema da maioria dos condutores portugueses é estarem convencidos que guiam bem e que os outros é que são uns azelhas.
A maioria confia nos seus dotes e na potência, segurança e conforto dos seus carros, mas essa mesma maioria dificilmente saberia reagir em casos de emergência. Por isso, para este verão, o que propomos é uma condução humilde, logo segura.
Rui Pelejão
Diretor









