Vícios privados
A pedido da FIA, o Sporting Working Group da Fórmula 1 está a analisar a possibilidade de regressarem os testes privados durante a temporada de 2012. Para a entidade federativa a proibição total de ensaios durante o ano foi um erro, já que fechou portas importantes para os jovens pilotos tomarem o pulso à modalidade, não permitindo, também, que pilotos afastados temporariamente, devido a problemas físicos, pudessem encontrar um espaço de recuperação até ao seu regresso às corridas. Para cumprir este desiderato, a FIA gostaria de reactivar os testes privados, de uma forma bastante contida, evitando exageros recentes que passaram por centenas de milhares de quilómetros cumpridos em ensaios e consequentes despesas avultadas para as equipas participantes.
Até agora, as partes envolvidas têm sido particularmente cautelosas nas suas afirmações, mas para concordarem com esta nova alteração regulamentar e proverem aos anseios de Jean Todt as principais equipas estarão mais interessadas em saber em que moldes é que os mesmos se poderão realizar, já que o fio condutor para a sua participação não será tanto experimentar a qualidade de alguns rookies, mas sim testar novos dispositivos que permitam melhorar a sua competitividade.
Numa altura em que se pretende que os custos envolventes da F1 sejam aceitáveis e partindo do pressuposto que os graves problemas económicos de economia mundial continuarão inevitavelmente a chegar à competição automóvel (e não só), abrir porta a situações nebulosas não parece ser o mais prudente. As pequenas equipas e a maior parte dos teams do meio do pelotão já passam, hoje em dia, por sérias dificuldades para colocar os seus carros nas pistas do mundial e não parece muito credível aceitar que conseguiriam ainda disponibilizar recursos para fazer face a ensaios privados.
Existirão, por certo, outros processos que permitam a jovens pilotos, que pretendem culminar a sua carreira desportiva ingressando na F1, de terem os seus primeiros contactos com a expressão maior do desporto automóvel sem ter de se passar pelo agendamento de ensaios privados. A não ser que estes estejam balizados e blindados regularmente para esse efeito e, dessa forma, poderá questionar-se qual o interesse das principais equipas em experimentar novas soluções tecnológicas quando ao volante dos seus carros estarão pilotos com experiência muito reduzida e mais preocupados em manter o carro dentro da pista e mostrar serviço.
Francisco Santos
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