O Grande Prémio dos Estados Unidos, no Circuito das Américas, em Austin, abre uma sequência de três fins de semana consecutivos de Fórmula 1 no continente americano, que inclui também a Cidade do México e São Paulo. O próximo fim de semana pode trazer já a celebração do título de pilotos e reveste-se, assim, de importância acrescida.
Desde 2012 que Austin recebe a F1, num traçado que conquistou imediatamente pilotos, equipas e fãs pela sua exigência e pelas suas características únicas, combinando algumas das secções mais apreciadas de outros circuitos. Além dos atributos da pista, as corridas têm sido emocionantes, com lutas renhidas ao longo das suas 20 curvas.
Lewis Hamilton continua a ser uma referência neste palco, com cinco triunfos conquistados no Texas, menos um do que Max Verstappen. São os dois únicos pilotos com mais de um triunfo no COTA. Hamilton é também o piloto com mais pole positions, com três, seguido de Sebastian Vettel, Nico Rosberg e Max Verstappen, com duas cada. A Mercedes é a equipa com mais sucesso, com cinco triunfos e seis pole positions. Sem surpresa, Hamilton lidera também no número de pódios conquistados, com nove, à frente de Verstappen, com sete, e de Vettel, com quatro. A Red Bull soma 13 pódios, menos um do que a Mercedes.
Em 2025, foi Verstappen quem venceu, depois de conquistar a pole position. Entre 2021 e 2025, o neerlandês apenas não venceu em 2024, quando Charles Leclerc triunfou. A última vitória de Hamilton nesta pista remonta a 2017.

A escolha de pneus
A Pirelli escolheu o composto C2 como duro, o C3 como médio e o C4 como macio para uma prova que regressa ao formato tradicional, sem Sprint, e na qual o desgaste dos pneus poderá ser determinante.
Esta escolha abandona a experiência de 2025, quando houve um intervalo de um composto entre o duro e o médio. Nessa ocasião, o C1 foi o pneu mais duro disponibilizado, mas não foi utilizado na corrida: as equipas privilegiaram estratégias de uma paragem com os compostos mais macios, C3 e C4.
Com 5,513 quilómetros, o Circuito das Américas combina curvas rápidas, mudanças de direção e secções lentas que exigem boa tração. A competitividade depende da conjugação entre velocidade em reta e carga aerodinâmica eficiente nas zonas mais técnicas, uma relação que ganha importância com a atual geração de monolugares.

A exigência da pista
As exigências sobre os pneus distribuem-se pelos dois eixos. No primeiro setor, as curvas rápidas e as mudanças de direção, inspiradas em alguns dos grandes circuitos europeus, colocam os pneus dianteiros sob maior esforço. No terceiro, as sucessivas acelerações à saída de curvas lentas tendem a provocar degradação térmica, sobretudo nos pneus traseiros.
Embora o asfalto não seja particularmente abrasivo, o envelhecimento da superfície continua a contribuir significativamente para níveis elevados de desgaste. O troço entre as curvas 9 e 11 foi reasfaltado no início deste ano, mas esse efeito mantém-se no restante traçado. O desgaste, mais do que o graining, poderá, assim, assumir um papel decisivo, depois de vários pneus terem atingido níveis de desgaste muito elevados na edição anterior.
A aderência é geralmente boa, beneficiando também da atividade das categorias de apoio. Contudo, a evolução das condições da pista ao longo do fim de semana não tem sido, tradicionalmente, das mais acentuadas do calendário.
Em termos estratégicos, a disponibilidade do C2 como composto duro poderá favorecer sequências longas de voltas e oferecer uma opção consistente para uma corrida que se prevê de uma paragem. As temperaturas elevadas que habitualmente marcam o fim de semana texano poderão, porém, aumentar a degradação e viabilizar estratégias alternativas.

Horários (hora portuguesa)
Sexta-Feira
- Treino Livre 1 – 18:30
- Treino Livre 2 – 22:00
Sábado
- Treino Livre 3 – 18:30
- Qualificação – 22:00
Domingo
- Corrida – 20:00
Six winners in 2026. Six still left in the fight. Can anyone hunt down Kimi? 🎯 #F1 #USGP https://t.co/LwnEKW0ScR
— Formula 1 (@F1) October 19, 2026










