Kimi Antonelli chega ao Grande Prémio dos Estados Unidos, em Austin, este fim de semana, com a possibilidade de conquistar o seu primeiro título mundial de Fórmula 1. O italiano tem 102 pontos de vantagem sobre o colega de equipa George Russell e 111 sobre Lewis Hamilton, da Ferrari, e precisa de terminar a ronda com uma margem de pelo menos 125 pontos para garantir o campeonato.
Para se tornar no campeão mais jovem de sempre, destronando Sebastian Vettel (que conquistou o primeiro título com 23 anos) Antonelli tem forçosamente de vencer. Se não o conseguir, a decisão do campeonato ficará adiada, independentemente dos resultados dos adversários.
Caso ganhe, a sua vantagem passará para 127 pontos sobre Russell e 136 sobre Hamilton, antes de serem considerados os pontos que estes possam somar na corrida. Nesse cenário, Russell terá de terminar em oitavo, ou acima, e Hamilton em quarto, ou acima, para manterem as respetivas possibilidades de chegar ao título.
Depois da prova norte-americana, restarão cinco corridas e 125 pontos por disputar. Mesmo que Antonelli saia de Austin com uma vantagem de exatamente 125 pontos, conquistará o campeonato pelo critério de desempate relativo ao número de vitórias em Grandes Prémios.
Nessa situação, o italiano terá nove triunfos, contra três de Russell. Ainda que o britânico vença todas as cinco provas restantes — Cidade do México, São Paulo, Las Vegas, Qatar e Abu Dhabi —, apenas poderá chegar às oito vitórias. O número de triunfos é o primeiro critério de desempate quando dois pilotos terminam com a mesma pontuação.
A probabilidade de conquista do título já em Austin parece diminuta. Nas 17 corridas disputadas até agora, Russell apenas ficou abaixo no oitavo lugar por 4 vezes, três por desistência e uma na última corrida, em Singapura. Também Hamilton ficou apenas abaixo do quinto posto quatro vezes, uma vez na única desistência do ano e três com os sextos lugares no Japão, Itália e Azerbaijão. A celebração deverá assim ficar adiada, mas, apesar de baixa, a probabilidade de acontecer já em território americano existe.
Foto: MPSA









