A qualificação para o Grande Prémio da Hungria de 2026, em Hungaroring, ficou marcada pela primeira pole position da McLaren esta temporada, alcançada por Lando Norris, que já tinha sido o mais rápido no TL3. Este resultado pôs fim à sequência de poles da Mercedes, numa altura em que se esperava que fosse a Ferrari a fazê-lo. A corrida deste domingo é fundamental para determinar se a McLaren se tornará a terceira equipa a vencer em 2026.
Historicamente, a pole position não garante a vitória no Hungaroring: não há um vencedor a partir da pole desde 2020, e apenas três nos últimos dez anos, o que reforça a importância da estratégia de pneus e paragens nesta corrida.

Relativamente às opções estratégicas para a corrida deste ano, as simulações apontam a estratégia médios>duros>duros como a mais rápida, com janelas de paragem entre as voltas 16-22 e 40-46. McLaren, Ferrari, Red Bull e Mercedes guardaram dois jogos de pneus duros para a corrida; Arvid Lindblad, em 9º, é o primeiro piloto para quem esta estratégia não está disponível. Ao não usarem o pneu duro em treinos, as equipas da frente não sabem realmente como este se irá comportar em corrida.
Para o top 10, a estratégia de uma paragem (médios>duros), com janela entre as voltas 26-32, é muito próxima em desempenho da opção de duas paragens. Dario Marrafuschi, Diretor de Motorsport da Pirelli, sublinha esse equilíbrio: “Tentamos sempre ter estratégias diferentes que possam ser equivalentes, e este fim de semana está em linha com as nossas expectativas. Neste caso, uma e duas paragens são realmente equivalentes.”

Para o restante pelotão, há a estratégia de duas paragens com pneus macios>duros>médios, que oferece mais aderência inicial e uma vantagem de desempenho nas primeiras voltas, mas exige uma paragem mais precoce e um stint intermédio mais longo, com janelas entre as voltas 13-19 e 45-51. A versão inversa (médios>duros>macios) desloca essas paragens para as voltas 17-23 e 50-56. Esta abordagem pode interessar às equipas que levaram cinco jogos de pneus macios para a qualificação (Racing Bulls, Audi e Aston Martin) e possivelmente a Lewis Hamilton, cuja Ferrari optou por usar pneus médios na Q1, deixando-lhe um jogo de macios novo disponível para a corrida; poderá considerar esta opção ou macios>duros>duros.

Por fim, para a Williams e a Cadillac, que guardaram dois jogos de pneus médios, existe a opção macios>médios>médios, com janelas de paragem entre as voltas 14-20 e 44-50.
Quanto às condições meteorológicas, existe uma possibilidade de chuva, mas é mais provável que esta ocorra após a corrida do que durante a mesma. O calor é o fator de maior impacto potencial, com temperaturas de corrida a rondar os 32 graus Celsius e temperaturas de pista que podem atingir os 56 graus Celsius caso não haja nuvens, o que deverá prejudicar a traseira dos monolugares, de forma não necessariamente uniforme, afetando mais as equipas cuja afinação privilegia o desempenho numa volta rápida em detrimento de stints mais longos.
Foto: Philippe Nanchino /MPSA








