Lewis Hamilton terminou o GP da Cidade do México no segundo lugar, atrás de Max Verstappen, mas considerou que a Ferrari tinha ritmo para vencer. O britânico atribuiu à disputa com Charles Leclerc na primeira volta um papel decisivo no desfecho da corrida e defendeu a necessidade de conversas internas na equipa.
Depois de partir da pole position, Hamilton caiu para terceiro no arranque, numa luta com o colega de equipa que valeu uma penalização de cinco segundos ao monegasco. Recuperou o segundo lugar no recomeço após a bandeira vermelha e pressionou Verstappen na fase final, sem conseguir ultrapassá-lo. No pódio, deixou também uma mensagem de felicitações a Kimi Antonelli e à Mercedes pela conquista do título mundial.
“Antes de mais, olhem para este público. Temos de lhes dar o devido reconhecimento. Muitos parabéns ao Kimi e à equipa Mercedes. É ótimo vê-los todos aqui a celebrar o seu sucesso. O mais jovem campeão do mundo de sempre, é verdadeiramente fenomenal, e estou muito grato por ter participado nesta corrida e testemunhado este momento.»
Sobre a luta com Leclerc na primeira volta, Hamilton afirmou:
“Foi um dia difícil. Acho que tínhamos ritmo para vencer hoje, mas não aconteceu. Vamos discutir o assunto em privado e perceber o que podemos fazer internamente. Na reunião de pilotos, discutimos que, assim que se sai de pista na curva 1, é preciso devolver a posição. No ano passado, recebi uma penalização de dez segundos pela mesma manobra que ele fez. Mas, no fim de contas, foi isso que nos custou a vitória hoje. Acho que temos mesmo de ter algumas conversas sérias internamente. Mas o lado positivo é que a equipa está a trabalhar muito. Melhorámos bastante o nosso carro. É ótimo estar aqui e, além disso, este fim de semana estávamos a usar o motor antigo. Bons resultados, bons pontos. É uma pena não termos conseguido a vitória, mas umas vezes ganha-se, outras perde-se.“
Foto: Ferrari












