A corrida no Red Bull Ring, disputada sob temperaturas asfixiantes, começou com George Russell a assinar uma partida limpa para segurar a liderança. Em sentido inverso, Kimi Antonelli vacilou nos metros iniciais, alargando a trajetória por diversas vezes e caindo para o quarto posto, o que o obrigou a uma corrida de paciência.
O grande animador da primeira metade da prova foi Max Verstappen. Determinado a apagar o desaire da véspera — onde uma colisão no final da qualificação o atirou para trás na grelha —, o neerlandês escalou rapidamente até aos lugares cimeiros. Pelo caminho, reeditou um dos duelos mais intensos da década ao defrontar Lewis Hamilton (Ferrari). Os dois campeões mundiais trocaram ultrapassagens de forma agressiva nas voltas 11 e 22, com
Verstappen a fixar-se definitivamente na perseguição ao líder.
À passagem da volta 15, a vantagem de Russell sobre Verstappen situava-se na casa dos cinco segundos. Contudo, a dança das paragens nas boxes e a gestão térmica dos pneus viriam a baralhar as estratégias.
A partir da volta 44, após a última ronda de paragens para pneus duros, a corrida transformou-se numa perseguição ao milímetro. Verstappen, isolado em segundo, começou a esmagar a desvantagem para Russell. Nas comunicações via rádio, a tensão era evidente: “Estes pneus são uma porcaria”, queixou-se Charles Leclerc, espelhando a frustração da Ferrari, que viu o monegasco terminar num modesto oitavo lugar.
A cinco voltas do fim, a diferença entre Russell e Verstappen caiu para 3,7 segundos, com Antonelli a surgir “com asas” logo atrás. Nas duas voltas finais, o líder do campeonato colou-se à traseira do Red Bull de Verstappen, entrando na última volta a escassos 0,5 segundos do neerlandês.
Apesar da pressão sufocante no Red Bull Ring, Russell cruzou a linha de meta com 1,611 segundos de margem sobre Verstappen. Este, por sua vez, segurou a fasquia diante de Antonelli por uns escassos 0,375 segundos.








