Após o que sucedeu com Oscar Piastri na sua saída da Alpine, aquando da sua transferência para a McLaren, ficou evidente que o australiano “não se deixa ficar” e, nesse contexto, não é de admirar que tenham agora surgido rumores de uma eventual mudança para uma equipa rival, com a Ferrari a ser constantemente citada como destino potencial para 2027.
É visível o crescente clima de tensão interna na McLaren. A relação entre Piastri e Lando Norris encontra-se sob forte pressão, impulsionada pela disputa pelo título e por incidentes em pista, como o contacto agressivo entre os dois no Grande Prémio de Singapura, e pelo descontentamento de Piastri com decisões estratégicas da equipa. As perspetivas de melhoria não são, aparentemente, animadoras.
Estes rumores podem, assim, ser genuínos ou uma estratégia de pressão, ou mesmo uma “ameaça”, por parte de Piastri e da sua comitiva à McLaren. Apesar de ter contrato com a equipa de Woking até 2028, especula-se sobre a existência de cláusulas que permitiriam a saída antecipada, dependendo do desempenho da equipa em 2026, à semelhança dos acordos de outros pilotos, como, por exemplo, Max Verstappen. Fala-se, inclusive, de uma “cláusula Norris” que protegeria Piastri contra o favorecimento do seu companheiro de equipa.
Pressão sobre a Direção da McLaren
Os rumores da possível saída de Piastri são interpretados como uma estratégia deliberada para aumentar a influência do piloto e pressionar a direção da McLaren no sentido de obter melhores condições ou garantias dentro da equipa.
Caso Piastri se transfira para a Ferrari, nesse aspeto, o de tratamento equitativo dos seus pilotos, sem hierarquias claras, a Ferrari não seria muito diferente da McLaren.
FOTO Phillippe Nanchino/MPSA









