O primeiro passo para a rotação de provas foi dado com o anúncio do contrato do GP da Béligca, em Spa Francorchamps, que irá acontecer de forma rotativa a partir de 2026. O político belga Melchior Wathelet, presidente do promotor do Grande Prémio de Spa, confirmou que Spa-Francorchamps assegurou um contrato de Fórmula 1 até 2031, mas fará parte de um novo esquema rotativo, o que significa que não acolherá corridas em 2028 e 2030.
A Fórmula 1 pretende reduzir o número de Grandes Prémios na Europa para apenas oito, o que tornou difícil para Spa-Francorchamps garantir um contrato permanente. Segundo Melchior Wathelet, presidente do promotor Spa Grand Prix, a nova parceria até 2031 inclui um esquema de rotação, deixando o circuito fora do calendário em 2028 e 2030. Apesar disso, existe a possibilidade de a Bélgica ainda receber corridas nesses anos.
“Foram discussões difíceis”, admitiu Wathelet. “A Fórmula 1 só quer oito grandes prémios na Europa. Por isso, foi difícil assinar um contrato permanente por um longo período”, acrescentou. “Mas também não é certo que não haverá um grande prémio na Bélgica em 2028 e 2030. O espírito do acordo estabelece que haverá pelo menos quatro corridas para nós. Portanto, em 2028 e 2030, talvez seja noutro país, mas talvez seja na Bélgica. O montante é mais elevado a partir de 2026, mas é um aumento de 3 a 4 por cento”, disse. “Achámos que era razoável. Não é que tenha duplicado. É uma inflação razoável, que pensamos poder recuperar”.
O CEO da F1, Stefano Domenicali, indicou que Imola pode ser a próxima pista a entrar na rotação, enquanto Assen se posiciona como alternativa a Zandvoort após 2026. A estratégia da F1 visa reduzir provas europeias e expandir-se para mercados como África e Índia.
Também Zandvoort enfrenta incertezas com o contrato a expirar em 2026. Assen surgiu como possibilidade para receber a F1 em vez de Zandvoort, mas até essa possibilidade está ainda no meio de incertezas:
“Penso que quando tanto dinheiro foi investido no circuito, se fosse possível e houvesse apoio, então estaríamos definitivamente a considerá-lo”, disse o presidente de Assen, Arjan Bos, à RTV Drenthe. “Mas não acho que seja correto dizer agora que o GP dos Países Baixos vai mudar de Zandvoort para Assen”, acrescentou. “Nem sequer sei se a Fórmula 1 quer voltar a correr nos Países Baixos. Na verdade, eles querem fazer menos Grandes Prémios na Europa e ir para África e talvez até para a Índia.”
Foto: Philippe Nanchino /MPSA










Pois… tiram-se corridas da Europa, onde estão sediadas as equipas e onde a F1 nasceu, para porem-se corridas em países sem qualquer tradição. Um campeonato mundial deve ter corridas em todos os continentes, nisso estou completamente de acordo, mas discordo que se vá para países sem qualquer tradição, apenas pelo dinheiro. Com muitos países interessados em ingressar na competição, e havendo um limite de corridas, é natural que se entre num regime de rotatividade, mas porquê só na Europa? ——————————————————————– Em tempos, sugeri uma “solução” que escandalizou muita gente, mas continuo a achar que ainda um dia a verei concretizada,… Ler mais »
As corridas vão realizar-se onde houver mais dinheiro. Infelizmente é esse o critério. É “isso” que manda!
Assen? Circuito bom para motogp mas não me parece nada bom para corridas de F1. Ver Spa a sair para entrar Assen escapa a qualquer racionalidade. Este circuito tem sequer o grau FIA para poder receber a F1?
Querem ver que a F1 vai regressar a Moçambique?
Sim, já lá esteve…
O que me preocupa é a forma como a F1 escolhe o local do evento. Dinheiro. A F1 é um desporto global, mas essencialmente europeu. Marcas, pilotos e sedes, são com algumas exceções europeias. O público é quem sofre mais com esta opção. O grande público apaixonado é europeu. Nas américas e Ásia o público segue mais um dado piloto ou marca ou fornecedor. Não compreendo três eventos nos EUA e outras tantas na Arábia. Compensa tanto assim, que acabamos por ver corridas com bancadas vazias? Sem paixão?