É interessante para a Fórmula 1 descobrir novas localizações, ou regressar a circuitos “onde já foi feliz”, e este regresso a Zandvoort insere-se nessa categoria, mas temo que a Liberty Media se tenha preocupado bem mais em ganhar dinheiro e aproveitar o fator Max Verstappen do que olhar para um circuito que pode oferecer muito à F1 como corrida.
Vi lá diversas corridas, de Fórmula 3 e DTM, andei na pista à boleia de um bom piloto e com um carro mítico, o BMW M3 de 1987, e facilmente se conclui, tendo como exemplo tudo o que se vê noutras pistas, muito dificilmente a corrida de Zandvoort será boa.
Quando António Félix da Costa lá fez a pole no DTM, que depois a converteu na sua primeira vitória do DTM, claro que os portugueses que lá estavam, eu incluído, e os que viram à distância, vibraram, mas a verdade é que aquilo foi uma procissão comandada por um português e muito poucas foram as ultrapassagens em Tarzan, com os carros do DTM. Por isso, imagine-se com ‘estes’ F1. Fala-se no novo banking, sim, ajuda a que se rode a fundo bem mais cedo, mas se isso para o DTM permite mais ultrapassagens no fim da reta da meta, na F1 duvido fortemente. E se falarmos no resto da pista, esqueçam, não tem pontos de ultrapassagem. A não ser que chova, claro. E que possa haver corrida. Portanto, espero sinceramente que ‘laranjinha’ ida da F1 não seja uma corrida que nos aborreça tanto quanto aquelas horas à espera que a corrida de Spa começasse…
É que não estou mesmo a ver onde é que os F1 vão conseguir ultrapassar-se uns aos outros, sem ser com ‘undercuts’ e ‘overcuts’…











