A FIA fica muito mal na fotografia com a questão do limite ultrapassado pela Red Bull do teto orçamental, ao não se saber, neste momento, o que enfrenta a equipa de Milton Keynes pelo que fez. Quando vamos na estrada e nos distraímos com a velocidade, a tabela não falha. Até X é tanto, depois de X, é muito mais. É fácil e não deixa dúvidas.
O que está mal é numa disciplina super profissionalizada em que tudo é ‘high-tech’ não estar nos regulamentos determinada a pena.
Que obviamente tem de ‘doer’ para fazer efeito.
Até se admite que a primeira infração não seja tanto, mas tem de ser suficientemente forte para desincentivar de ser repetido. Se o ‘crime’ compensa, é só perceber por parte das equipas se o risco pode ser bem premiado.
Por mim, as penas nunca seriam dedução de pontos mas sim, por exemplo, multiplicar o valor gasto a mais por um número a encontrar e deduzir isso do orçamento do ano seguinte, ou em alternativa, limitações de túnel de vento ou CFD.
Toda a gente sabe que o que a Red Bull gastou a mais se converteu em tempo, e olhando para o que foi 2021, teria feito a diferença? Claro que nunca saberemos, mas pode ter sido assim.
O limite orçamental é um conceito extremamente válido, mas tem de ser bem policiado, e as penas têm de ser duras e dissuasoras. Não há outra forma.
Uma coisa sabemos: está no ADN das equipas de F1 irem aos limites do que fazem, quer seja na pista, na fábrica ou na contabilidade. Está-lhes no sangue, até admito que alguns possam ser mais espertos e se safem, mas têm de saber que o risco é muito grande, nada funciona melhor do que isso.











“Não está nos regulamentos a determinação da pena”. Não está, nem tem que estar. Os regulamentos prevêem as sanções de forma abstracta, isto é, uma categoria mais ou menos ampla de situações ou hipóteses determinadas, e quem o aplica é que vai ter que determinar, concretizar essa “pena” tendo em conta, por exemplo, as circunstâncias agravantes ou atenuantes. E neste caso, já sabemos que a infracção foi (segundo a fia ) a ultrapassagem do BC em menos de 5%. Portanto, consultando o regulamento onde está previsto o elenco das sanções, só pode resultar em : 1)repreensão 2) dedução de pontos… Ler mais »
O primeiro ponto não é dissuasor, direi até que é ridículo e, se aplicado, no futuro todas as equipas vão exceder até ao mesmo limite. O segundo ponto até seria interessante, mas se aplicado a tempo e horas, o que não vai acontecer nunca, já que o apuramento das contas só é feito depois da época terminar. Se a penalização fosse cumprida no ano seguinte ao da infracção, acharia mais aceitável. Acho adequados os outros pontos. Reportando-me concretamente a 2021, apesar de, na altura, ter ficado aborrecida com a forma como terminou, não quero ver o Hamilton campeão desta maneira,… Ler mais »
Lembra-se de quem é que já falou aqui do Lance Armstrong? Uma regra é uma regra, e é feita para ser respeitada. Se foi estabelecido que a roda não pode ultrapassar a linha, não interessa se o foi por 1 cm ou 1 m. A punição deve ser a mesma. E não pode permitir-se que alguém tire vantagem dessa infracção. Chama-se “respeito das regras”. Absoluto e inegociável. Neste caso da RBR e AM, imaginemos este cenário: Época em curso, todos têm problemas de porpoising, e todos estão a gastar rios de £ para o resolver. Já atingiram os 99,9% do… Ler mais »
Por isso é que eu não concordo com o ponto 1).
Compreendo o seu ponto de vista, mas continuo a achar que as penalizações, sejam quais forem, devem ser aplicadas no ano imediato, a não ser que a infracção fosse muito grave. Vai doer muito mais se lhe cortarem horas no túnel de vento, por exemplo, ou até, como já li ou ouvi algures, obrigar a equipa a correr com o carro deste ano, sem poderem alterar nadinha (não está previsto isso, eu sei).
PS: não gosto de comparar desportos diferentes, porque cada um deles tem problemas distintos.
Quanto ao post scriptum, ou ao pós-escrito: Sim, são desportos (com ou sem aspas) diferentes, mas estamos a falar da mesma questão, o doping.
Só corrigir o erro lá de cima: a abstracção é das normas regulamentares, não das sanções. Aquelas regulam um número indeterminado de actos e de factos . Dos quais podem resultar consequências diferentes.
Tenho sinceramente muita pena que a F1 num momento em que está a crescer em público tenha na FIA o principal inimigo. Daqui a uns anos já ninguém se lembrará destes dois anos, 2021 e 2022, com dois títulos de Campeão para o Max, mas sempre sob polémicas, mas agora no presente é tristemente aborrecido para o Max. Deixei de seguir à F1 a partir do 3.o título do Hamilton, a superioridade do conjunto Hamilton/Mercedes tornava as corridas e os títulos algo desinteressante. Em 2021 quando percebi que havia despique não só para o título mas também com lutas interessantes… Ler mais »
Curioso apenas com a penalização que será aplicada …o habitual para “ingles ver” e fica tudo na mesma. Mas, multas pecuniarias= anedota. Penalizaçao verdadeira é onde doi = redução/retirar da vantagem obtido (segundos em pista) Por cada milhão execidido, 1% penalização em % em dobro em pontos (pilotos e equipa) e orçamento anos futuros -1milhão = penalizaçao equivalente a 2% em pontos obtidos, aos pilotos e equipa, para que sirva de “pedagogia”: -equipa perde posiçoes no final do ano logo bonus anual reduz-se (menos no orçamento) -pilotos começam a “fugir/não quere estar” nestas equipas, pois veem o seu esforo e… Ler mais »