A FIA fica muito mal na fotografia com a questão do limite ultrapassado pela Red Bull do teto orçamental, ao não se saber, neste momento, o que enfrenta a equipa de Milton Keynes pelo que fez. Quando vamos na estrada e nos distraímos com a velocidade, a tabela não falha. Até X é tanto, depois de X, é muito mais. É fácil e não deixa dúvidas.
O que está mal é numa disciplina super profissionalizada em que tudo é ‘high-tech’ não estar nos regulamentos determinada a pena.
Que obviamente tem de ‘doer’ para fazer efeito.
Até se admite que a primeira infração não seja tanto, mas tem de ser suficientemente forte para desincentivar de ser repetido. Se o ‘crime’ compensa, é só perceber por parte das equipas se o risco pode ser bem premiado.
Por mim, as penas nunca seriam dedução de pontos mas sim, por exemplo, multiplicar o valor gasto a mais por um número a encontrar e deduzir isso do orçamento do ano seguinte, ou em alternativa, limitações de túnel de vento ou CFD.
Toda a gente sabe que o que a Red Bull gastou a mais se converteu em tempo, e olhando para o que foi 2021, teria feito a diferença? Claro que nunca saberemos, mas pode ter sido assim.
O limite orçamental é um conceito extremamente válido, mas tem de ser bem policiado, e as penas têm de ser duras e dissuasoras. Não há outra forma.
Uma coisa sabemos: está no ADN das equipas de F1 irem aos limites do que fazem, quer seja na pista, na fábrica ou na contabilidade. Está-lhes no sangue, até admito que alguns possam ser mais espertos e se safem, mas têm de saber que o risco é muito grande, nada funciona melhor do que isso.












