OPINIÃO: F1 2022 – a antítese de 2014 a 2020?

Por a 23 Março 2022 07:46

Este arranque de Mundial de Fórmula 1 foi quase tudo o que queríamos que fosse. Resultado à parte, não é isso que interessa para a questão, agora, só falta mesmo que as equipas resolvam os problemas de fiabilidade e que a Mercedes e a McLaren se juntem a quem já está junto, lá na frente, a Ferrari e a Red Bull.

Se o campeonato do ano passado foi o que foi, numa luta a dois, duas equipas e dois pilotos, imagine-se se o destino ‘quiser’ que este ano tudo seja uma versão revista e aumentada de 2021, com quatro equipas e oito pilotos.

Sim, porque as quatro principais equipas todas elas têm pilotos capazes de vencer corridas, e porque não, campeonatos.

Se o melhor que podia acontecer à F1 foi a luta que todos assistimos no ano passado, imagine-se este ano termos algo ainda muito melhor? Há precisamente 10 anos, 2012, oito pilotos diferentes venceram corridas, e pelo que se viu na primeira corrida e acreditando que nenhuma delas se vai distanciar das outras da mesma forma que em 2014 e nos anos seguintes a Mercedes o fez, talvez tenhamos entrado num período da F1 que seja a antítese de 2014 a 2020. Sem tirar o mérito à Mercedes, não foi bom para a F1.

Talvez tenhamos agora o prémio pela paciência. Os carros são fantásticos, ficou claro que é possível rodarem bem mais perto em pista, já se fala em fazer desaparecer o DRS, esse ‘mal’ ainda necessário, pelo que, claramente, estamos no bom caminho.

Ver a Haas no quinto lugar, a Alfa Romeo, depois da pobre fiabilidade dos testes, ter ressurgido, é muito bom. Há mais equipas com potencial para melhorar, portanto…

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9 comentários

  1. Cataplana da Casa Velha

    23 Março, 2022 at 8:47

    Rodarem bem mais perto em pista ainda estou para ver. Não há ninguém credível a dizer que a diferença é significativa ou o suficiente. O problema de ondulação vai demorar muito a ser resolvido, por isso algumas equipas vão andar a arrastar-se lá para trás. Não me convenceu esta primeira corrida. Continuou a defender uma opinião. Corridas mais curtas. Carros mais leves e com mais exigência na condução de tração mecânica para criar mais oportunidades de erro do piloto na condução em vez de andar a carregar nos botões do volante 20 vezes por curva. Não se vê na TV as falhas de input eletrónico e ninguém fala disso por vergonha. O Fernando Alonso não demorou a adaptar-se a guiar o carro. Demorou a adaptar-se aos botões e como os utilizar em pista.

    • Carlos Soares

      23 Março, 2022 at 9:39

      Tenho um conselho para si, assista a corridas de F2 e F3, carros mais leves, corridas mais curtas e super disputadas…já F1 será sempre outra coisa.

      • Cataplana da Casa Velha

        23 Março, 2022 at 18:24

        Obrigado pelo conselho. Digo o mesmo a outros. Já trabalhei na F3 e na F2 durante alguns anos. Quando era a GP3 e GP2 como engenheiro de dados e engenheiro de pista. São corridas boas e continuam a ser. Anos antes trabalhei com GT3 e GT4. Tenho muitas saudades das corridas de GT1. Memórias que vão ficar comigo para sempre.

    • 831AB0

      23 Março, 2022 at 10:30

      Não compreendo por que razão o «Cataplana» tinha um voto negativo (que, entretanto, me encarreguei de compensar) por exprimir uma opinião. Embora não concorde com todo o teor do comentário, foi uma opinião bem fundada e construtiva. Merece, pelo menos, que se debata com argumentos válidos, em vez do tradicional «deixe de ver F1».

      • Cataplana da Casa Velha

        23 Março, 2022 at 18:29

        Obrigado. Eu acho que o Pitão não me disse para não ver a F1. Há muita gente que está um pouco aborrecida com o formato de corrida de F1 e para esses eu aconselho verem WRC ou MotoGP. Trabalho na F1, gosto do que faço mas confesso que às vezes ou muitas vezes as corridas não têm muita dinâmica pelo meio. É um formato que exige uma gestão de pneus que me deixa um pouco aborrecido. Há quem goste e eu respeito.

  2. NOTEAM1 NOTEAM1

    23 Março, 2022 at 11:06

    A F1 de 2014 está a anos luz, foi doloroso quando se fez a transição e a qualidade do espectáculo caiu vertiginosamente. Só melhorou em 2017 quando se alteraram ligeiramente os regulamentos e a partir daí a modalidade começou a caminhar num sentido muito mais apelativo.
    Parece-me unânime que 2021 foi uma das temporadas mais espectaculares de sempre.
    Carros super rápidos, animação garantida em todas as corridas, pela vitória e lugares mais modestos, e uma luta pelo título titânica e verdadeiramente disputada no limite.
    Em relação a 2022, parece-me que apesar das mudanças estamos com um cenário muito idêntico ao do ano passado.
    Os carros continuam super rápidos, a luta a meio do pelotão está mais competitiva que nunca, com a particularidade dos carros conseguirem seguir no encalce dos adversários com mais facilidade, o que naturalmente proporcionará mais lutas entre os vários pilotos.
    Lá na frente, temos luta aguerrida entre duas equipas, sendo que a Mercedes vai ainda a tempo de se juntar à festa.
    De um modo geral, diria que nada se perdeu em relação ao que já estava a funcionar bem, so far so good…

    • Cataplana da Casa Velha

      23 Março, 2022 at 18:33

      Concordo. Eu acho que o melhor ainda está para vir. Eu julgo que vamos ver os benefícios do budget cap e das mudanças aerodinâmicas mais a meio da época e mais em algumas pistas, menos em outras.

  3. simiao jms

    23 Março, 2022 at 22:15

    Era escusado excluir o Leclerc da foto, uma vez que esteve sempre na frente….

  4. Sir Peste

    23 Março, 2022 at 23:39

    Tenho dificuldade em compreender algumas ideias passadas no artigo, por muito que eu também queira ver muitos vencedores e tudo mais. 4 equipas e 8 pilotos na luta por vitórias e possivelmente por títulos – por muito que a McLaren tenha crescido nos últimos anos e que esta seja apenas a 1a corrida, é preciso muito esforço para a partir desta corrida colocá-los como candidatos a vitórias,assim como o perez poder ser um candidato ao título. “Os carros são fantásticos”- ainda pouco se rodou e apesar de haverem melhorias na perseguição não sei se se pode fazer já esta afirmação. Os carros anteriores eram péssimos neste capítulo, estes são melhores mas apesar de se conseguir seguir mais próximo, não é necessariamente mais fácil ultrapassar e pelo que se viu nesta pista os pneus degradam rápido, o que obriga os pilotos a maior gestão e contraria a ideia de se poder estar sempre ao ataque. Os carros são muito grandes, muito pesados e podem até ser bons mas podiam ser melhores. Novas regras permitem sempre mexidas na ordem das equipas, o que é bom, fico feliz por aparentemente neste momento ninguém aparentar estar muito à frente dos restantes

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