Guenther Steiner, antigo dirigente da Haas F1 Team, considera que vários pilotos experientes do atual pelotão da Fórmula 1 enfrentam pressão crescente devido à ascensão dos talentos mais jovens, como evidenciado no recente Grande Prémio de São Paulo.
A corrida brasileira foi marcada pelo segundo lugar de Andrea Kimi Antonelli, no melhor resultado da sua ainda curta carreira na Fórmula 1, mostrando a vitalidade dos novos valores. Outros estreantes voltaram a pontuar, incluindo Liam Lawson e Isack Hadjar, ambos no top-10 pela Racing Bulls, e Oliver Bearman, sexto classificado e cada vez mais apontado como o sucessor de Lewis Hamilton na Ferrari após uma forte segunda metade da temporada de 2025.
Face a este contexto, Steiner admitiu no Podcast The Red Flags que Esteban Ocon, colega de Bearman na Haas, deve estar preocupado com o futuro: “Sim, acho que ele deve estar preocupado. Quantas vezes ficou preso na Q1, Esteban? Bastantes, enquanto o Ollie já passou para a Q3 várias vezes, e não é décimo – é oitavo. Quando Nico foi batido pelo Bortoleto, ninguém falou de Ocon assim, mas é ainda pior do que com o Nico”, referiu Steiner, numa análise ao desempenho recente do francês.
Questionado sobre o mercado de pilotos para 2026, Steiner destacou a ausência de grandes talentos prontos a ocupar lugares e referiu também o impacto da idade nos pilotos como Alonso, com 45 anos previstos no início de 2027, e Hamilton, com 42: “Se Lewis não tiver uma boa época em 2026, penso que sairá por vontade própria. Mas quem está a chegar? Que talento de topo?”









