Jack Aitken teve o primeiro sabor de um carro de Fórmula 1 em 2017, com um Lotus E20, um monolugar de 2012, pilotado por Romain Grosjean e Kimi Räikkönen. Dois anos depois, foi nomeado piloto de reserva da Williams e fez a primeira sessão de treinos livres do Grande Prémio da Estíria em 2020, pilotando pela primeira vez o FW43. Agora, no Grande Prémio do Sakhir, o Aitken faz a sua estreia num fim de semana completo, substituindo George Russell, que por sua vez substituiu Lewis Hamilton na Mercedes.
Na antevisão ao Grande Prémio do Sakhir, o britânico mostrou-se contente e ansioso pela sua primeira participação num fim de semana completo. Tão ansioso, que até foi ele quem contatou a Williams para saber se corria na Fórmula 1: “Estava tão impaciente que contatei a equipa a perguntar ‘O que se passa?’… isso foi na terça-feira à tarde. Depois tive de esperar horas a fio, durante toda a noite e de manhã. Quando a confirmação chegou fiquei muito feliz. É uma grande oportunidade para mim. É algo que esperava há muito tempo e estou pronto para isto. Não estou a pensar no futuro e quero apenas pensar neste fim de semana. Sei que posso fazer um bom trabalho e o foco está nisso”.
Assim, no primeiro dia de Grande Prémio, Aitken não saiu do final da grelha em ambas as sessões de treinos livres. Apesar disso, o britânico melhorou imenso na segunda sessão. No TL1, Aitken fez um tempo de 57.187s, ficando a quase três segundos do tempo mais rápido de George Russell. Mas, a diferença que uma hora e meia fez é muita. No TL2, Aitken voltou a ser o mais lento, mas melhorou quase em um segundo, ficando com um tempo de 56.260s. Mais importante foi a diferença para o tempo mais rápido, que ficou em um segundo e meio.
Para a Williams, com estes resultados no TL1 e no TL2 não parece que este seja o fim de semana que o FW43 consiga pontuar pela primeira vez em 2020, com Nicholas Latifi também a estar no final da grelha em ambas as sessões. Apesar disso, no final do dia, Aitken completou 91 voltas no total e afirmou: “O dia de ontem foi muito bom pois consegui fazer muitas voltas. As primeiras voltas do TL1 foram para relembrar o que aprendi na Áustria, e consegui familiarizar-me rapidamente. Ainda há espaço para melhorar o nosso ritmo de uma volta, mas o ritmo de corrida foi encorajador. Conseguimos ter as bases e mal posso esperar pela qualificação, que será difícil”.











