A cara de Kimi Raikkonen no pódio do Grande Prémio do Mónaco dizia tudo. O finlandês não estava nada contente com a segunda posição, depois de ter largado da ‘pole’ e ter dominado grande parte da corrida. No fundo a frustração de não ter ganho uma corrida que achava que devia ter ganho, à imagem de Daniel Ricciardo em 2016 ou de Lewis Hamilton em 2015,
Mas Raikkonen está numa posição que faz lembrar outros tempos da ‘Scuderia’. Uma forma velada de dar ordens de equipa? Desta vez não houve mensagens mas tão somente uma estratégia nas paragens das boxes a funcionar a favor de Sebastian Vettel, com o alemão a insistir que não foi propositada, e o finlandês a deixar subentender que afinal o foi. Isto apesar de ‘Ice Man’ não o dizer explicitamente, como que a dizer que percebe as intenções e o interesse da Ferrari mas que tal não lhe agrada.
Poderá Kimi culpar mais alguém de não ter ganho? Vettel fez-se valer de uma série de voltas em que se manteve em pista antes de parar e tirou o máximo partido de não ter ninguém à sua frente para imprimir um ritmo fortíssimo que lhe permitisse manter o comando após o ‘pit-stop’, ainda que isso lhe tenha custando um pneu quase ‘quadrado’. Um risco que assumiu e que talvez lhe tenha valido a vitória. Mas toda a gente sabe que chamar um piloto na altura certa para evitar o tráfego no Mónaco é vital para se ter êxito. Que o diga Daniel Ricciardo na qualificação para a corrida deste ano,
O lado positivo da exibição de Raikkonen e da sua legião de fãs é que fez ma demonstração de rapidez num traçado que é conhecido por ser desafiador para um piloto, ao mesmo tempo que demonstrou com a ‘dobradinha’ que a Ferrari tem atualmente o carro a bater na F1.Fica a questão de saber se no Canadá a equipa de Maranello dará ao finlandês a oportunidade de vencer se tal estiver ao seu alcance ou irá preferir que novamente Vettel ganhe mais vantagem no campeonato.










