Zak Brown, CEO da McLaren, reconsiderou a sua previsão de que Max Verstappen poderia abandonar a Red Bull no final da época. O dirigente reconhece agora que o neerlandês está novamente em grande forma, à medida que reduz rapidamente a diferença na luta pelo título mundial, beneficiando do bom momento de forma da equipa austríaca.
Durante a primeira metade da temporada, a Red Bull atravessou um período de instabilidade interna, o que levou Brown a acreditar que Verstappen poderia ser tentado a rumar à Mercedes. O próprio chegou a contactar o empresário do piloto, Raymond Vermeulen, para perceber os termos do contrato. No entanto, a chegada de Laurent Mekies ao cargo de chefe de equipa alterou o cenário, trazendo estabilidade e novo rendimento ao conjunto.
Desde então, Verstappen reduziu a desvantagem no campeonato de 104 para apenas 40 pontos, voltando a apresentar um nível dominante com um carro ajustado ao seu estilo e a receber evoluções constantes. Brown reconhece também que a McLaren enfrenta desafios internos, com Lando Norris e Oscar Piastri em disputa direta, embora sublinhe que a equipa continuará a permitir competição justa entre os dois enquanto for matematicamente viável para ambos lutar pelo título.
Zak Brown explicou a mudança de perspetiva: “A chegada do novo chefe de equipa, Laurent Mekies, teve um impacto enorme. Pelo menos, é o que parece à distância. A Red Bull parecia estar a desintegrar-se completamente, mas agora a paz parece ter voltado. Isso não é uma boa notícia para nós.”
“Por muito tempo, pensei que o Max iria para a Mercedes depois desta temporada. Cheguei até a ligar ao seu empresário para perguntar sobre o contrato. Mas isso não vai acontecer. Aliás, ultimamente não tem havido qualquer discussão sobre o futuro dele.”
Sobre a luta pelo título, Brown foi direto: “É claro que levamos o Max muito a sério. Seria muita estupidez não fazer isso. Ele reduziu a diferença de 104 para 40 pontos desde Zandvoort. Dêem ao Max um carro com o qual ele se sinta um pouco melhor e ele desaparece no horizonte. Foi exatamente isso que a Red Bull fez.”
Questionado sobre a gestão interna da McLaren, acrescentou: “Sempre dissemos que os deixaríamos competir entre si, desde que fosse justo e respeitoso. Não vamos escolher um piloto em detrimento do outro, a menos que se torne matematicamente impossível que um deles vença.”












