Com a regra das duas paragens com potencial para mexer muito com a ordem em pista, a Red Bull poderá desdobrar-se numa sinfonia de estratégia, porque ao contrário das principais equipas, tem um piloto – Yuki Tsunoda – para lá do top 10 e a sua atuação pode ajudar Max Verstappen.
Imagine-se: criar o espaço perfeito para uma paragem nas boxes, como um ‘maestro’ a gerir o ritmo do trânsito na pista. E aqui, o trabalho de equipa torna-se crucial, especialmente nos circuitos citadinos.
Yuki Tsunoda, qual ás na manga, poderá abrandar o ritmo q.b. para abrir uma ‘clareira estratégica’, permitindo a Max Verstappen voar em pista e aproveitar essa benesse. Enquanto a McLaren e a Ferrari ostentam formações compactas na frente, a Red Bull poderá surpreender com esta manobra tática.
Mesmo nos momentos de aparente calmaria, o olhar atento à posição dos colegas de equipa e às nuances nas suas performances poderá revelar jogadas de mestre. Contudo, este é apenas um exemplo dos muitos que podem suceder nesta corrida, pois o mais provável é assistirmos a um caos estratégico. Como se sabe, é alto o risco de Safety Car e bandeiras vermelhas e só isso torna a estratégia imprevisível e difícil de gerir.
Não é só a Red Bull, pois as equipas do fundo da grelha podem arriscar estratégias muito ousadas sem muito a perder. Se uma bandeira vermelha ocorrer logo após uma paragem, o(s) piloto(s) que já parou/pararam pode/podem sair muito beneficiado(s). Por tudo isto a previsão estratégica é basicamente impossível por causa das inúmeras variáveis. Portanto, resta esperar para ver o que sucede.
FOTO MPSA/Phillippe Nanchino












