Segundo dia de ação em pista, segundo dia de críticas ao asfalto do circuito do Autódromo Internacional de Miami. A infraestrutura montada propositadamente para o efeito, a estrutura imponente fora da pista parece agradar a praticamente toda a gente, mas dentro de pista as coisas são diferentes.
O traçado em si não é mau e há pormenores da pista interessantes e outros que terão de ser mudados. Um dos pontos mais criticados tem sido apertada chicane, cuja entrada tem provocado algumas saídas de pista, sendo um dos pontos mais difíceis do circuito. Esperam-se sarilhos na corrida de mais logo nesse ponto. Mas o que tem sido mais criticado é o asfalto. A falta de aderência fora da trajetória tem sido um problema para os pilotos que já ontem referiram que isso poderá afetar a qualidade das corridas. Mas depois da qualificação, voltaram as críticas.
“A superfície da pista é uma piada”, disse Sergio Pérez. “As corridas vão ser difíceis e os pilotos vão cometer erros porque fomos colocados nesta situação”.
“O asfalto não tem o padrão habitual da F1”, concordou Fernando Alonso. “Há gravilha fora de linha, vai ser difícil. Não há nada que possamos fazer”, acrescenta o espanhol. “Este fim-de-semana temos de fazer o espetáculo mesmo assim, mas isto tem de mudar para o próximo ano. É muito difícil correr desta maneira”.
“Na trajetória a aderência não é má, é razoável”, disse Lando Norris. “Está muito quente, o que torna tudo pior. O facto é que fora da linha de trajetória é realmente, realmente mau. Viemos para as corridas, e há tantos fãs aqui, e todos esperam uma corrida espantosa. Eles estão a tentar algo novo com a superfície, e algo que não fizeram antes, então penso que acabamos nesta posição”.
“Não queremos que todas as pistas sejam exatamente iguais, gostamos das diferenças, gostamos que elas sejam únicas. Há tanta expectativa, no entanto eles estão a tentar e a improvisar de uma forma a ver como vai ser. Não é suficientemente bom, porque assim não podemos fazer o que eles querem , não podemos dar um bom espectáculo. Não podemos correr. Não é culpa nossa, mas é uma pena”.
“É preciso ficar literalmente nessa única trajetória “, admitiu Daniel Ricciardo. “Caso contrário, já não estás realmente na pista. Assim, em vez de tornar a pista uma espécie de bom desafio, apenas a torna um pouco unidimensional, porque só se temos um opção de trajetória onde se está a acumular um pouco de borracha. Portanto, não quero mentir e dizer que gosto da superfície. Não me importo de não ter a mesma coisa nos vinte e três sítios para onde vamos”, acrescentou ele. “Estou bem em ter pontos de diferença para tornar alguns circuitos únicos e ter o seu próprio carácter. Mas não é uma superfície agradável para pilotar.









