Há muito é conhecido o ‘ferver em pouca água’ de Yuki Tsunoda, o ano passado já esteve um pouco mais calmo, mas no arranque de 2024 o jovem japonês “levou a peito” uma decisão da equipa de trocar a ordem dos seus dois pilotos em pista, porque Daniel Ricciardo tinha, em teoria, melhores pneus para poder ultrapassar o HAAS de Kevin Magnussen, que, diga-se de passagem, não conseguiram…
Uma troca de posições no final da corrida entre os pilotos da RB, Yuki Tsunoda e Daniel Ricciardo, levou a que as tensões ‘fervessem’ após a bandeira axadrezada no Grande Prémio do Bahrein – com a dupla a quase entrar em contacto na volta de arrefecimento, e se sucedesse era por culpa de Tsunoda.
Na volta 52 de 57, Tsunoda estava a lutar com o piloto da Haas, Kevin Magnussen, pela P12, quando a RB deu ordem para que Ricciardo – com pneus macios novos, em comparação com os pneus duros de Tsunoda – passasse e tentasse atacar Magnussen.
Depois de perguntar inicialmente se a equipa estava a “brincar”, Tsunoda afastou-se, com Ricciardo também a não conseguir passar o Haas antes de chegar a casa à frente de Tsunoda em P13.
No entanto, após a bandeira quadriculada, um Tsunoda frustrado fez uma tangente ao seu companheiro de equipa na Curva 8, antes de voltar à pista e quase ‘raspar’ no RB de Ricciardo – que foi direto ao rádio da equipa para o engenheiro Pierre Hamelin dizendo: “F, mas que f? Eu safei. Ele é um c de merda”.
Perguntado mais tarde no programa pós-corrida da F1 TV sobre o que ele tinha achado do incidente, Ricciardo respondeu: “Eu não sei. Falei pelo rádio e estava a tentar manter a calma. Um pouco de imaturidade? Estou a ser muito sensato neste momento, mas chamemos-lhe imaturidade.
“É óbvio que [Yuki] está frustrado com a ordem de equipa, mas sejamos realistas, isto é algo de que falamos antes da corrida. Era muito provável que eu fosse usar os macios no final da corrida, por isso ele sabia que havia uma hipótese de eu ter uma vantagem de ritmo no final e, se ele receber uma ‘chamada’, isso iria acontecer: “Ele não me deu pontos, estavamos a lutar pelo 13º lugar, por isso, pelo menos, deu-nos a melhor hipótese de ter pelo menos um carro nos pontos.”
Com Tsunoda a ter mantido a posição durante uma volta quando lhe pediram para trocar de lugar, antes de se afastar para Ricciardo – Tsunoda acrescentou um sarcástico “obrigado, pessoal, agradeço” – Ricciardo foi então questionado se achava que teria tido mais hipóteses de passar Magnussen se o seu colega de equipa se tivesse afastado mais cedo: “Acho que tivemos mais hipóteses, de certeza”, respondeu Ricciardo. “Porque também com o [pneu] macio… volta a volta ele vai se afastando lentamente de você, então você precisa usá-lo quando puder. Quanto mais tráfego tiveres, mais ele começa a desaparecer. Cada volta conta.
“No final de contas, acho que não fomos suficientemente bons para ganhar pontos hoje. Talvez pudéssemos ter apanhado o Kevin e depois talvez nos tivéssemos aproximado do Zhou [Guanyu], mas não mudou muito. As coisas são como são. É um ano longo, temos de nos certificar de que estamos todos bem, por isso vamos regressar, ter uma reunião, ser muito maduros em relação a isso e depois olhar em frente para Jeddah”.
Entretanto, questionado sobre a sua perspetiva da situação após a corrida, Tsunoda disse: “Para ser sincero, nem quero falar sobre isso: “Estávamos a lutar fora dos pontos, P13/14, e eu estava a ultrapassar o Magnussen, estava lado a lado, e depois trocamos os carros nas últimas voltas. Para ser honesto, não consigo entender. Temos de rever… No final, o [Daniel] não fez a ultrapassagem tão bem, por isso… seja como for.”
Bom, se Ricciardo revelou que Tsunoda sabia que isso poderia acontecer tendo em conta a tática prevista para cada um, não se compreende a reação do japonês, e se calhar a melhor definição é mesmo…imaturidade. Até podia ter ficado ‘lixado’, mas se olhasse para a questão, não havendo pontos em jogo, e única coisa que pode incomodar o japonês é que para história fica…Ricciardo a frente dele.
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