A McLaren foi a grande protagonista do primeiro dia de treinos livres para o Grande Prémio do Bahrein. Com uma performance a roçasr o impressionante, Lando Norris e Oscar Piastri colocaram a equipa no topo da tabela de tempos durante a segunda sessão (TL2), considerada a mais relevante por se realizar em condições similares às da qualificação e corrida. Piastri liderou com 1m30.505s, seguido de perto por Norris com 1m30.659s. Ambos foram os únicos a rodar abaixo de 1m31s. Norris já tinha mostrado ritmo no TL1, sendo o mais rápido com 1m33.204s.
Ao contrário do que sucedeu no ano anterior, onde o composto mais duro (C1) praticamente não foi usado na sexta-feira, este ano assistiu-se a uma mudança significativa. Sete equipas optaram por testar este composto com ambos os carros, enquanto Red Bull, Williams e Haas foram as únicas exceções. No total, foram completadas 184 voltas com pneus C1 (19,41%), 355 com C2 (37,45%) e 409 com C3 (43,14%).

Simone Berra, engenheiro-chefe da Pirelli, destacou a importância do TL2 como a única sessão verdadeiramente representativa do dia, devido às temperaturas mais próximas das que se esperam no restante do fim de semana. Berra também lembrou que, apesar das equipas terem acumulado muitos dados nos testes de pré-temporada realizados no mesmo circuito, as condições agora são bem diferentes, com a pista chegando aos 38°C — o dobro da temperatura máxima registada durante os testes.
Segundo ele, a elevada degradação térmica dos pneus observada nesta sexta-feira, tanto no eixo traseiro quanto no dianteiro, deverá levar a uma estratégia de corrida com duas paragens. “Os três compostos poderão entrar em jogo na corrida, o que já se refletiu no uso mais variado durante os treinos de hoje”, afirmou. Apesar disso, o desgaste mecânico dos pneus parece estar sob controlo, com baixos níveis de abrasão na pista.











