GP Austrália: Os Altos e baixos do pelotão da Fórmula 1

Por a 16 Março 2019 09:00

A pré época de Fórmula 1 arrancou a

18 de fevereiro, mas só hoje, quase um mês depois temos finalmente

um ‘filme’ muito explícito da correlação de forças da F1 em 2019,

e mesmo assim, neste momento ainda só temos em termos de velocidade

pura, falta o que mais importante, o ritmo de corrida, a forma como

os carros de 2019 desgastam e se comportam com os diversos tipos de

pneus em corrida.

Há ainda muita informação para

recolher, e mesmo quando terminar a corrida de Melbourne, aquele tipo

de traçado não vai permitir ter certezas absolutas. Três, quatro

corridas, aí sim…

Neste momento, o que já sabemos é

que a Mercedes está entre seis a oito décimas na frente dos

Ferrari. Lewis Hamilton fez o seu trabalho na qualificação de forma

normal, e com isso bateu Valtteri Bottas por uma margem de 0.112s.

Claramente, a Mercedes mostrou finalmente a sua velocidade.

Na Ferrari, Sebastian Vettel fez o que pode, com Charles Leclerc a ficar dois décimos atrás do seu colega de equipa, quando se pensava que poderia ficar um pouco mais perto. Não tanto pela distância para Vettel, mas mais pelo facto de ter permitido que Max Verstappen colocasse o seu Red Bull/Honda no meio de ambos.

Pelo que se percebe, a Red Bull está junto dos Ferrari, o que já não acontece com estes face à Mercedes. Na Red Bull, uma estratégia demasiado otimista ‘eliminou’ Pierre Gasly logo na Q1, uma ‘vergonha’ para o jovem francês, que com um Red Bull não mão, quando não tem problemas, não pode ficar naquela sessão, a Q1. Mas a culpa não foi dele, foi da equipa, que pensou que o registo que o francês fez na Q1, chegava. Enganaram-se…

Grande Haas

Nova grande qualificação dos Haas em Melbourne, que se dão muito bem com esta pista. Romain Grosjean foi sexto na frente de Kevin Magnussen, sendo aqui que começa, claramente, o segundo pelotão. 1.340s separam o francês de Hamilton, mas é bem menor a diferença para o segundo dos Ferrari do que deste para a frente da tabela de tempos…

Lando Norris colocou surpreendentemente o seu McLaren no oitavo lugar, estreando-se numa qualificação de F1 da melhor forma. É irónico que tenha sido Norris a mostrar o que vale o McLaren, pois Carlos Sainz foi eliminado na Q1, enquanto Lando Norris chegou, como se percebe, ao Q3. Convém esclarecer que Sainz foi prejudicado por Robert Kubica, que furou à sua frente.

Uma surpresa negativa foi o facto dos dois Renault terem ficado fora do Top 10. Para quem assumiu querer desligar-se totalmente do meio pelotão e aproximar-se das três equipas da frente, não foi isso que se viu na qualificação de Melbourne, embora, como já referimos, esta não é a melhor pista para essas conclusões, pois pode ter sido somente uma má qualificação. Mas os sinais não foram bons.

No terceiro treino livre a posição

não foi muito diferente, dos dois Renault, 10º e 11º, no segundo

treino livre andaram em sétimo e oitavo, e posição que ‘querem’,

mas daí para a frente foi tudo muito pior. Para já, Nico Hulkenberg

bateu Daniel Ricciardo.

Kimi Raikkonen colocou o seu Alfa

Romeo na nona posição. Os sinais do TL3 já não foram muito bons,

e na qualificação o finlandês não conseguiu melhor. Logicamente,

de Antonio Giovinazzi não se esperava tanto…

Na Racing Point Sergio Perez passou à

Q3 e Lance Stroll ficou-se pela 16ª posição, eliminado logo na Q1.

Contudo, é o grande equilíbrio no meio do pelotão o ‘culpado’ pois

o mexicano passa à Q2 com 1:22.908 quando Lance Stroll faz 1:23.017,

uma diferença mínima, mas o suficiente para um ficar na Q1 e outro

ter a oportunidade de chegar à Q3.

Alex Albon foi o melhor dos Toro

Rosso/Honda, na 13ª posição, Antonio Giovinazzi colocou o seu Alfa

Romeo/Ferrari logo a seguir, Daniil Kvyat, perdeu na primeira

qualificação para o seu colega de equipa rookie, Lance Stroll foi

um dos grandes derrotados desta sessão, tal como Pierre Gasly e

Carlos Sainz. Serão certamente os três mais desanimados neste

momentos no plantel da F1.

Por fim, a já habitual ‘normalidade’

dos Williams, com George Russell a bater de forma muito significativa

Robert Kubica. Em artigo separado, iremos explicá-lo…

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