Oscar Piastri termina o ano com o sabor amargo do título que lhe escapou por entre os dedos. Mas para o piloto australiano, 2025 foi de aprendizagem. Concluiu a terceira época na F1, mostrou que tem fibra de campeão e que pode chegar ao topo.
Esteve na liderança do campeonato durante grande parte da temporada e na primeira metade foi a referência. Elogiado pela sua frieza e compostura, faltou-lhe isso mesmo na segunda metade do ano. Mas faltou-lhe também sorte em momentos chave e, acima de tudo, um pouco mais de experiência nas pistas onde sentiu mais dificuldades.
No papel, Piastri perdeu, mas, na realidade, ganhou. Ganhou o respeito de todos, ganhou confiança nas suas capacidades, ganhou experiência, uma nova perspetiva. Foi capaz de recuperar de uma espiral negativa e rubricar boas exibições nas últimas corridas. Piastri comprovou que é um talento impressionante. Desta vez o título não lhe sorriu, mas não lhe faltarão argumentos para o conseguir no futuro.
No final, estava resignado com o desfecho do campeonato, sabendo que o título seria sempre uma possibilidade remota. Enalteceu os pontos positivos e mostrou-se otimista quanto ao futuro:
“Sabia que hoje precisava que tudo corresse bem para ganhar o campeonato e, no final, tentei o meu melhor, coloquei-me na melhor posição possível para tentar ganhar a corrida e dar-me a melhor oportunidade, mas não consegui. Mesmo assim, acho que podemos estar muito orgulhosos da temporada.
A nível pessoal, obviamente, não foi exatamente o final que eu desejava, mas penso que, olhando para a época como um todo, estou muito, muito orgulhoso do trabalho que consegui realizar, do trabalho que a minha equipa conseguiu realizar e do progresso que fizemos em relação ao ano passado. Portanto, sim, estou ansioso por muitas outras disputas no futuro”.
“Obviamente que os carros e tudo o resto serão completamente diferentes no próximo ano, por isso há isso, mas é bom terminar os últimos fins de semana a um nível relativamente alto. Certamente, do ponto de vista do desempenho individual, foi bom reencontrar a boa forma, porque teria sido muito doloroso terminar daquela forma que Austin, México e Brasil terminaram. Mas, no final do dia, altos e baixos ao longo do ano, vou olhar para os bons momentos com muito orgulho e alegria, e para os maus momentos com muitas lições aprendidas. Portanto, sim, ainda há muitos anos pela frente e, com sorte, muitas outras oportunidades”.
FOTO MPSA/Laurent Cartalade










