O regulamento técnico em vigor a partir da época que agora terminou restringe bastante a liberdade dos engenheiros das equipas, mas como vimos no ano de estreia, não faltaram soluções das equipas para os seus monolugares, algumas até que obrigaram à reformulação de alguns limites. Além do regulamento técnico bastante apertado, a Fórmula 1 tem, como sabemos e foi notícia durante algumas semanas, o limite orçamental, o que não permite exageros na utilização de fundos para o desenvolvimento dos monolugares. Por isso, o CEO da McLaren Zak Brown considera que o regulamento técnico mais livre para as equipas “inventarem” soluções novas, enquanto estavam limitadas pelo definido no orçamento.
“Se há um limite orçamental, deveria haver mais liberdade técnica”, explicou Brown. “Veríamos então mais inovações e correríamos mais riscos e os carros teriam um aspeto ainda mais diferente. Com o limite regulado, então há duas diretrizes que dizem, ‘Tudo tem de parecer exatamente assim’ e ‘Não se pode gastar mais do que isso’. Basta parar com o gasto e fazermos o que quisermos. Penso que traria mais inovação, e todos aprenderiam uns com os outros. Foi como quando a Brawn apresentou o difusor duplo [em 2009], tiveram um grande avanço”.
A McLaren, através de Brown, defendeu sempre o limite orçamental, tendo inclusivamente dirigido uma carta ao presidente da FIA na altura em que se soube que a Red Bull o ultrapassou em 2021, pedindo mão dura do órgão federativo para o que apelidou de “batoteiros”.











