Como demos conta anteriormente, sete das 10 equipas estão de acordo num aumento do limite orçamental já este ano, para controlar a despesa com transportes devido ao aumento da taxa de inflação. Segundo o regulamento, um valor extra estará disponível no orçamento de 2023, se a taxa de inflação se situar acima de 3% no próximo mês de setembro.
A justificação de 7 das 10 equipas do paddock é que devem ser compensadas no orçamento deste ano, ou algumas equipas vão exceder o teto orçamental porque a maioria dos custos de desenvolvimento e produção já foram orçamentados e a despesa com o transporte de mercadorias aumentou nos últimos meses.
Alfa Romeo, Haas e Alpine são as equipas que estão contra o aumento do teto orçamental e deverá ser preciso negociar alguma alteração vista como necessária ao regulamento financeiro de 2022, mas Ross Brawn, diretor da Fórmula 1, reconheceu em Imola que esta será uma questão a ser abordada na reunião da Comissão de F1 da FIA em Londres, amanhã.
“Penso que o aumento da inflação precisa ser revisto”, disse Brawn, citado pelo Motorsport.com. “Porque quando as regras foram elaboradas, a inflação era relativamente baixa e previsível, e agora é alta e imprevisível. E se olharmos para as taxas de inflação que se aplicam à indústria, como uma equipa de F1, usamos energia, matérias-primas e tudo isso está a revelar-se bastante caro neste momento. Por isso, penso que há uma solução para isso”.
Após uma primeira ronda de negociações informal liderada por Stefano Domenicali sem sucesso, será necessário convencer as equipas discordantes da necessidade de se alterar o regulamento. Através das declarações de Frédéric Vasseur, chegamos à conclusão que ainda será difícil de isso acontecer esta semana. “Não se pode mudar o regulamento todos os fins de semana porque uma equipa quer gastar mais em desenvolvimento”, afirmou o responsável da Alfa Romeo.












