O limite orçamental definido pelo regulamento financeiro da Fórmula 1 para 2023 é de 140 milhões de dólares. Este valor já esteve anteriormente em debate quando algumas equipas queriam aproveitar as corridas sprint para o aumentar, o que não aconteceu por falta de acordo entre os envolvidos, resultando apenas 3 corridas sprint este ano.
A opinião de algumas equipas sobre esta matéria é agora diferente e assiste-se a uma mudança de paradigma. A maioria das equipas quer rever o teto orçamental e um extra de 7 milhões de dólares já este ano para controlar a despesa com transportes devido ao aumento da taxa de inflação. Segundo o regulamento, um valor extra estará disponível no orçamento de 2023, se a taxa de inflação se situar acima de 3% no próximo mês de setembro.
A justificação de 7 das 10 equipas do paddock é que devem ser compensadas no orçamento deste ano, ou algumas equipas vão exceder o teto orçamental porque a maioria dos custos de desenvolvimento e produção já foram orçamentados e a despesa com o transporte de mercadorias aumentou nos últimos meses.
Acontece que Alfa Romeo, Haas e Alpine estão contra o aumento e será preciso negociar alguma alteração vista como necessária ao regulamento financeiro. A mudança de opinião de equipas como McLaren e Aston Martin, acérrimas defensoras das regras quando se pediu um aumento por causa das corridas sprint, é vista por Otmar Szafnauer, chefe de equipa da Alpine, como uma necessidade de dinheiro dessas equipas para atualizar os seus monolugares e resolver os problemas que têm sentido no início desta época. Está visto que as equipas estão também em luta fora de pista.
Segundo a publicação alemã Auto Motor und Sport, Stefano Domenicali está convicto que consegue negociar e chegar a um entendimento entre todos, mas está relutante em aumentar já este ano o limite orçamental devido à inflação. E a verdade é que a primeira ronda de negociações não surtiu efeito.












