Um dos itens que vai ser alterado com as novas regras de 2021 tem a ver com a forma como todas as questões de governação da disciplina são tratadas, especialmente quando é necessária – como o que sucede agora – uma grande mudança nas regras. Até aqui, a o Grupo de Estratégia, a Comissão F1, o Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA, as equipas, os promotores dos Grandes Prémios e os principais parceiros comerciais, totalizavam 24 votos.
Vai deixar de ser assim. Caso se confirme (referimos novamente que estas informações ianda carecem de confirmação oficial e/ou de alterações), a partir daqui só votam a FIA, a FOM e todas as equipas participantes. A FIA e a FOM passam a ter 10 votos cada, e as equipas um cada.
Deixa de haver representação para promotores e parceiros comerciais. Como sempre, as decisões têm que ser ratificadas pelo Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA.
As votações de questões menores serão feitas por maioria simples (50 por cento mais 1 voto), mas para as questões mais ‘sensíveis’ está prevista uma estrutura de votação mais complexa. Pelo que se percebe, a FIA e a FOM parecem querer recuperar mais o controlo das decisões.
No entanto, o que sucedeu no início do Séc. XXI, em que não esteve longe a criação de uma competição paralela à F1 por parte das mais importantes equipas, pode repetir-se, pois com 20 votos do seu lado, contra os 10 votos das equipas, será muito mais fácil à FIA/FOM fazerem passar decisões. O risco será sempre a possibilidade de haver equipas que não gostem nada das decisões…
Como se percebe, este é um ponto que talvez não esteja fechado, pois é fácil perceber que mesmo com as equipas todas ‘sintonizadas’, se a FIA e FOM estiverem de acordo, estas nada podem fazer…











