Os pilotos do pelotão da Fórmula 1 querem ser ouvidos pela FIA e, para além disso, querem que a sua opinião seja tida em conta, ao contrário do que aconteceu durante o GP de Miami.
No briefing de pilotos de sexta-feira em Miami, segundo avança a publicação Racingnews365.com, alguns pilotos terão levantado questões de segurança do traçado de Miami, que fez a sua estreia no calendário de Fórmula 1. As questões foram debatidas mas a FIA não terá sido feito nada na prática.
Esteban Ocon teve o acidente mais violento do fim de semana, quando bateu no muro de betão numa zona sem proteção das barreiras TecPro – aquela espécie de espuma que nos acostumamos a ver nos circuitos – tendo sido registados 51G de força. O resultado, felizmente para o piloto, foi apenas de dores no corpo e uma fissura no chassis do Alpine A522 que obrigou a troca de vários componentes para a corrida de domingo.
No final da corrida, Ocon disse que havia muito a discutir em Barcelona no próximo briefing com a FIA, mas também Lando Norris colocou essa possibilidade em cima da mesa.
“Penso que provavelmente iremos discutir isso entre pilotos e FIA na próxima semana, ou em Barcelona”, explicou Norris. “Aprendemos com os erros e espero que eles aprendam com o que aconteceu. Acho que como pilotos entendemos as coisas de forma diferente de alguém que não está a pilotar o carro. Penso que é importante que quando damos conselhos, sejam tomados em consideração, e que haja alterações. Penso que há uma consequência muito maior de não ter a Tecpro lá do que se houvesse uma barreira Tecpro”, referindo-se ao acidente do colega de profissão.
O piloto britânico apoiou as palavras de Esteban Ocon, que afirmou que era inaceitável que nada tivesse sido feito depois da opinião de grande parte dos pilotos.
“Dissemos algo, nada foi feito, aconteceu de novo, e foi ainda pior”, salientou Norris. “Penso que as pessoas só precisam de nos ouvir. Somos nós que pilotamos os carros; sabemos mais em muitas coisas, eles sabem melhor do que nós noutras. Só precisamos de trabalhar mais em conjunto, mas de momento parece que não somos ouvidos”, concluiu o piloto da McLaren.










