A quarta versão do Halo poderá ser vista nos novos monolugares de 2022. O grave acidente de Romain Grosjean no final da época passada e o novo limite mínimo de peso dos monolugares, obrigam que o sistema de segurança fosse revisto e passe a aguentar com impactos mais fortes que a versão 3, que está agora montada nos carros.
Clive Temple, do Cranfield Impact Centre da Universidade de Cranfield, responsável pelo desenvolvimento e testes ao Halo, disse ao Racefans.net que, o novo dispositivo será diferente do atual. “O que estamos a testar é um dispositivo muito mais forte e um dispositivo que vai ser integrado no carro de 2022 com todas as mudanças que o carro terá em relação ao que vemos atualmente na F1. Isto porque estes dispositivos de segurança são parte integrante do próprio veículo. É preciso ter a certeza de que isso ocorre de uma forma que, particularmente no que diz respeito às fixações, não haja qualquer problema em relação a uma potencial rotura, etc. Portanto, esta é uma parte muito crítica da consideração do Halo”.
O sistema foi introduzido em 2018 e não foram precisos mais de 4 meses para ver os efeitos do sistema implementado pela FIA. Tadasuke Makino afirmou que o Halo salvou-lhe a vida na corrida em Espanha em que o carro de Nirei Fukuzumi acabou em cima do cockpit do piloto japonês apoiado pela Honda. Charlie Whiting confirmou e disse que Makino poderá ter sido o primeiro grande beneficiário do sistema. Poucas semanas depois foi a vez de Charles Leclerc ser salvo pelo Halo depois de ver o McLaren de Fernando Alonso passar-lhe por cima da cabeça. Ainda em 2018, o jovem Alex Peroni escapou ileso a um espetacular acidente, graças ao Halo. Em apenas num ano, o sistema terá salvo três pilotos, todos eles jovens. O investimento estava pago.











