A imprensa italiana não reagiu da melhor forma ao desfecho do emocionante GP da Áustria. Ao ver o ‘seu’ piloto, Charles Leclerc, perder a liderança, e, consequentemente, a oportunidade de vencer pela primeira vez este ano, a duas voltas do fim, os jornalistas dos periódicos italianos arrasaram a decisão dos Comissários em deixar escapar impune o toque de Max Verstappen aquando da ultrapassagem ao piloto da equipa de Maranello.
“Ataque contra a Ferrari”, disse a Gazzetta dello Sport após o Grande Prémio em Spielberg. “Após o Canadá, Maranello é novamente prejudicado pelos comissários, e a Fórmula 1 perde credibilidade”. O jornal fala ainda da preocupação da Ferrari sobre o peso político da morte do ex-CEO, Sergio Marchionne, em julho do ano passado.
Já o Corriere della Sera concorda e refere: “Obviamente, só há privilégios para os pilotos que atacam, e nenhuma misericórdia para os que defendem. Vettel no Canadá; Leclerc na Áustria”.
Já o jornalista Giorgio Terruzzi, correspondente do Corriere della Sera, suspeita que a decisão da FIA foi influenciada pelas circunstâncias da corrida. “Talvez houvesse demasiados holandeses nas bancadas, ou talvez porque aconteceu numa pista em que o dono é a Red Bull.
Ou talvez há algo misterioso entre a FIA e a Ferrari”, disse.
O que é certo é que a vitória foi mesmo de Max Verstappen, e a Ferrari continua em busca da sua primeira de 2019. A próxima oportunidade é em Silverstone, dia 14 de julho.










