FIA vai regulamentar “prevenção do calor extremo no cockpit” na F1
Todos se recordam dos problemas que o calor provocou no GP do Qatar de Fórmula 1, não demorou até que todos chegassem à conclusão que era imperioso encontrar um solução para a questão, mas passaram vários meses sem grandes avanços até que a FIA divulgou recentemente os planos para a prevenção do calor extremo sentido na corrida pelos pilotos.
A FIA revelou as medidas técnicas que irá tomar para evitar a repetição dos problemas, em que os cockpit chegaram a ter temperaturas de 80 graus. Lance Stroll e Alex Albon tiveram de ser levados para o centro médico para exames de precaução, enquanto Esteban Ocon relatou que tinha vomitado dentro do capacete.
Foi claramente uma situação muito perigosa, a corrida do Qatar do próximo ano está marcada para quase dois meses mais tarde, a 1 de dezembro, mas aí ou no restante calendário, pode sempre acontecer uma vaga de calor anormal – hoje em dia acontece com muito mais frequência – e na sequência da reunião da Comissão de F1 em Abu Dhabi, o primeiro passo para melhorar o arrefecimento do piloto será a instalação de uma ranhura por baixo do chassis que permitirá a entrada de mais ar no cockpit. Essa entrada de ar estará sujeita a requisitos rigorosos ao abrigo dos regulamentos técnicos da FIA para garantir que não pode ser utilizado para obter uma vantagem aerodinâmica.
Curiosamente, esta era uma ideia que foi rejeitada pelas equipas anteriormente.
Segundo Nikolas Tombazis, o diretor de monolugares da FIA que lidera a equipa técnica da F1 as equipas tinham tinham preocupações “paranóicas” de que os rivais pudessem utilizá-lo para obter uma vantagem aerodinâmica indireta para melhorar o desempenho do carro.
Como se percebe, ao invés de pensar como podiam aproveitar, tiveram receio de que o vizinho do lado fizesse melhor…
Mas pelos vistos todos aprenderam a lição no Qatar e agora pensam de forma menos egoísta, pelo que a FIA deverá introduzir um limite de calor e humidade, a partir do qual a corrida será declarada como tendo uma alteração significativa das condições climáticas e com isso as equipas terão direito a mais 2 Kg nos carros para além do peso mínimo de 798 kg e isso permitirá às equipas adicionar soluções de arrefecimento para os pilotos.
Contudo, será fundamental ver como é que isto será policiado, porque as equipas só não fogem do peso se souberem que podem ser ‘apanhadas’… mas como é do interesse dos próprios pilotos…
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ww106
5 Dezembro, 2023 at 14:53
Em vez de fazerem corridas no Qatar, já agora para evitar este tipo de situações porque não tambem fazer uma corrida nesta altura na Sibéria, com -58C.