F2/F3: Brasil com quatro títulos desde 2022

Por a 9 Agosto 2025 13:00

O Brasil é um país muito ligado ao desporto motorizado, especialmente à F1, dando-nos nomes míticos da história do desporto. Depois de uma fase de menor fulgor, a “escola brasileira” parece estar a dar novamente frutos e os títulos conquistados nas categorias de iniciação são prova disso.

A tradição do Brasil na F1 é enorme e nem é preciso recorrer à estatística para o comprovar. Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Ayrton Senna… nomes que marcaram uma era a quem se juntam Rubens Barrichello, Felipe Massa. No total, são oito títulos de pilotos, 101 vitórias, 126 poles, 293 pódios para uma nação que vibra como poucas com o Grande Circo.

Tradição de grandes talentos

De 1970 a 2017, tivemos sempre pelo menos um piloto a representar as cores do Brasil. Em 2020, Pietro Fittipaldi promoveu o regresso do Brasil às pistas de F1 e do nome Fittipaldi, mas foi uma passagem fugaz, com apenas dois GP cumpridos. Foi preciso esperar até 2025, (sete anos depois), para termos um brasileiro a tempo inteiro na F1, Gabriel Bortoleto.

A fase negra parece ter já passado, com talento vindo das terras de Vera Cruz a ressurgir. E basta ver os últimos campeões das categorias de iniciação que acompanham o Grande Circo para entendermos que existe uma mudança de paradigma. Nos tempos do GP2 (2005 a 2016) e do GP3 (2010 a 2018) nem um piloto brasileiro conseguiu ser campeão, apesar de nomes como Nelson Piquet Jr. (vice-campeão 2006), Lucas di Grassi (vice-campeão 2007), Bruno Senna (vice-campeão 2008) e Felipe Nasr terem dado o salto para a F1. Nunca faltou talento, mas agora estamos perante uma nova geração de estrelas com qualidade e títulos.

O primeiro é Felipe Drugovich. Nascido em 23 de maio de 2000, em Maringá (PR), foi campeão da Fórmula 2 em 2022. Destacou-se pela temporada dominante e passou a atuar como piloto reserva e de testes da Aston Martin na Fórmula 1 a partir de 2023. Embora ainda não tenha corrido oficialmente na F1, acumula experiência em testes, treinos livres, Fórmula E e provas de endurance. O seu nome é associado a uma vaga na Cadillac e o seu talento é reconhecido por todos.

Gabriel Bortoleto é o nome em destaque nos últimos tempos. Nascido em 14 de outubro de 2004, em Osasco (SP), começou no kart aos sete anos e teve uma ascensão rápida nas categorias de base do automobilismo, conquistando os títulos da Fórmula 3 em 2023 e da Fórmula 2 em 2024, este último na sua temporada de estreia. Apadrinhado por Fernando Alonso e antigo piloto do programa da McLaren, Bortoleto assinou com a Sauber para correr na Fórmula 1 em 2025, marcando o regresso de um brasileiro à categoria após Felipe Massa. É visto como um diamante em bruto e um dos grandes talentos da F1.

O mais recente piloto a juntar-se a esta ilustre lista é Rafael Câmara. Nascido em 5 de maio de 2005 no Recife, é outra grande promessa, estando ligado à Academia da Ferrari desde 2021, conquistou o título da Fórmula 3 da FIA em 2025, após vencer também a Fórmula Regional Europeia em 2024. O seu talento também é reconhecido e está agora na fase decisiva para se afirmar como potencial estrela do futuro.

Depois de uma fase (2006 a 2008) em que os títulos pareciam estar envoltos numa espécie de maldição, nas últimas quatro épocas, quatro títulos para o Brasil. E de três pilotos que, de forma mais ou menos unânime, são vistos como talentosos e com capacidade para serem bem sucedidos ao mais alto nível. O Brasil pode voltar a sonhar com vitórias. Não é garantido nem deverá ser a curto prazo. Mas há potencial para tal.

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